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Fascinado pela Alemanha, Sabella teme o desgaste físico

Para técnico argentino, que aponta Brasil e Alemanha como escolas que mais o influenciaram, cansaço maior e recuperação menor podem pesar na finalíssima

Por Giancarlo Lepiani 9 jul 2014, 21h57

“A Alemanha já é sempre uma rival dificílima. Para completar, além de ter um dia a mais de descanso, ela praticamente resolveu o jogo contra o Brasil no primeiro tempo”

Ex-jogador com passagem pelo Grêmio e ex-auxiliar técnico de Daniel Passarella no Corinthians, o treinador da seleção argentina, Alejandro Sabella, se diz especialmente influenciado por duas escolas de futebol: a brasileira e a alemã. “No futebol, minha admiração é por esses dois países”, contou ele depois da classificação de sua equipe para a finalíssima da Copa do Mundo, no domingo, contra a Alemanha. A vitória nos pênaltis sobre os holandeses -4 a 2, depois de um duríssimo 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, nesta quarta-feira, no Itaquerão – colocou Sabella frente a frente com uma das seleções que ele mais admira e estuda. “A Alemanha sempre mostrou um grande poderio físico, capacidade tática e uma grande força mental. E, sempre que triunfou, teve jogadores com algumas características sul-americanas”, observou, enumerando diversos craques históricos da equipe tricampeã mundial. “É um país do primeiro mundo do futebol, que sabe trabalhar a longo prazo, que sabe desenvolver uma equipe, que sabe o que é organização”, avaliou. Com tudo isso, sua previsão para domingo não poderia ser outra: “Será um jogo incrivelmente difícil”.

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Como se já não bastasse estar prestes a encarar uma equipe experiente e talentosa, e que vem embalada por uma goleada antológica, Sabella enxerga com preocupação o calendário de sua equipe até o duelo. A Alemanha jogou na terça, resolveu a partida logo na primeira meia hora, descansou nesta quarta e pode chegar ao Maracanã em condições bem melhores. “A Alemanha já é sempre uma rival dificílima. Para completar, além de ter um dia a mais de descanso, ela praticamente resolveu o jogo contra o Brasil no primeiro tempo, pois no segundo tempo conseguiu apenas administrar. Enquanto isso, nós precisamos brigar até a última gota de suor para chegar lá.” Mas Sabella falou sobre um fator que pode ajudar sua equipe no Rio de Janeiro: a força da torcida, que tem comparecido em peso a todas as partidas da Argentina na competição. “Fico muitíssimo grato a todos os torcedores que viajaram para cá e que nos seguiram por todo o Brasil.” O técnico ainda se emocionou ao falar sobre a morte do jornalista Jorge López, do diário Olé, vitimado por uma tragédia no trânsito da Grande São Paulo, na madrugada da semifinal. “Através de um amigo em comum, transmiti minhas condolências à família dele. Foi um momento trágico e não tenho palavras para explicar como me sinto”, afirmou Sabella.

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