Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Família de operário morto no Itaquerão quer R$ 1 milhão

<p>Advogado vai pedir também pensão vitalícia de R$ 425 para a mãe do trabalhador</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 20h23 - Publicado em 3 abr 2014, 18h45

A família do operário Fábio Hamilton Cruz, morto no acidente nas obras do Itaquerão no último sábado, vai acionar a Justiça para pedir indenização de 1 milhão de reais pelos danos morais e materiais, além de pensão vitalícia de 425 reais por mês para a mãe do falecido. Segundo o advogado do caso, Ademar Gomes, três empresas serão acionadas: Odebrecht, responsável pela obra, a WDS Construções, empresa subcontratada da qual Fábio era funcionário, e a Fast Engenharia, responsável pela montagem das arquibancadas provisórias.

Leia também:

Governo admite que ‘finge que não vê’ falhas no Itaquerão

Após tragédia e interdição, Itaquerão reforça a segurança

A mãe de Fábio, Sueli Rosa Dias, de 45 anos, disse nesta quinta-feira em São Paulo que o filho não deve ter caído da altura de oito metros por negligência, mas sim pela falta de equipamentos e por não ter recebido preparo suficiente para a função. “O Fábio só tinha feito curso teórico, não tinha muita experiência. Ele já tinha me contado que fazia um serviço arriscado e que deveria ter mais segurança. Meu filho me falou que para poder andar tinha de tirar o equipamento. Por isso querem jogar a responsabilidade do acidente para ele, mas não vou aceitar.”

Leia também:

Fiscais do trabalho interditam Itaquerão após morte

Continua após a publicidade

Morre operário que caiu no Itaquerão; Copa tem 8 vítimas

Continua após a publicidade

O advogado do caso mostrou a carteira de trabalho do operário, onde consta o registro de ajudante. Assim, Fábio não poderia trabalhar como montador, função que ocupava. “Ele não recebeu preparo para montar estruturas, fez curso teórico e estava aprendendo o resto na prática. Também faltavam equipamentos de segurança, como uma rede para evitar a queda até o chão”, disse Gomes.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

O advogado disse que vai esperar o fim da perícia para entrar com um processo contra as empresas. O operário era registrado desde janeiro pela WDS.

(Com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

Publicidade