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Fair-play financeiro da Uefa pode obrigar City a se desfazer de estrelas

Com a política do Fair-play financeiro já imposto pela Uefa, o Manchester City pode ser um dos mais prejudicados, já que possui 63 atletas no plantel, além de mais de 200 milhões de euros gastos com salários por temporada. A entidade já começou a punir clubes que não se encaixarem à nova realidade do futebol europeu.

Em junho, a consultoria Deloitte, uma das mais renomadas do mercado, calculou que os clubes participantes da Primeira e da Segunda divisão do futebol inglês deviam cerca de R$ 1,5 bilhão, ou 664 milhões de euros. Essa situação, de acordo com a empresa, era insustentável e obrigaria o modelo a ser reformulado.

Desde o cálculo, a Uefa passou a obrigar os clubes a serem superavitários. A partir de então, não seria permitido gastar mais do que a arrecadação e, se algum time apresentasse balanço no vermelho, perderia a licença de participação na Liga dos Campeões da Europa.

Como a arrecadação do Manchester City é muito inferior aos valores gastos, 23 jogadores foram colocados em uma lista de ‘negociáveis’, como os astros Carlos Tévez, Roque Santa Cruz, Emmanuel Adebayor, e mesmo o zagueiro Bridge, que não é um titular absoluto.

A intenção do clube não é dispensá-los, mas colocá-los para jogar em outros clubes através de empréstimos. Tévez, por exemplo, já é alvo da Juventus de Turim, mas se trata de um negócio difícil. Além de reduzir em 20 milhões de euros seus gastos anuais com salários, o time terá que se desfazer dos supracitados 23 nomes.