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Fã de Steve Jobs, Larri planeja se dedicar a jovens pupilos e família

Por Da Redação 10 jan 2012, 09h05

Enquanto Larri Passos tentava decolar com Thomaz Bellucci no Circuito da ATP em 2011, Steve Jobs definhava devido a um câncer pancreático. Admirador do gênio norte-americano, fundador da Apple, o treinador planeja se dedicar aos jovens pupilos e à família após o final da parceria com o tenista brasileiro.

‘Para mim, não importa onde eu esteja, desde que esteja dentro da quadra. De chinelo de dedo, de qualquer coisa. O Steve Jobs fazia as reuniões dele de chinelo de dedo e calça rasgada, caminhando nos jardins em Palo Alto. Eu gosto de fazer minhas reuniões com meus técnicos na beira da quadra, é muito parecido’, comparou.

Larri Passos participa do projeto de formação de jogadores idealizado por Gustavo Kuerten e voltado às Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016. Sem a necessidade de viajar para disputar o circuito, o admirador de Steve Jobs aproveita para se dedicar ao seleto grupo de 15 jovens, entre eles Tiago Fernandes, Thiago Monteiro e Bia Maia.

‘Eu e meus técnicos não sentamos no ar condicionado do escritório para fazer reunião. Gosto de caminhar bastante e conversar com eles. Essa é uma coisa bacana, tem muito a ver com a história do Jobs. Só espero não ter câncer no pâncreas como ele’, brincou Larri, rindo.Ele acompanhou atentamente o Challenger de São Paulo, disputado na semana passada por sete dos 15 membros do Projeto Olímpico. Sentado no canto das arquibancadas armadas no Parque Villa-Lobos, seguiu os pupilos de forma discreta e entrou em quadra para dar treinos, além de conversar com diferentes tenistas e treinadores.

‘Tenho que ver os garotos jogarem, passar uma rotina para eles e anotar o que temos para melhorar. O objetivo é ficar mais perto dos meninos e dos técnicos. É um projeto bacana, uma coisa que eu gosto de fazer. Está todo mundo feliz, falando que o Larri está de volta aos torneios. Quero trabalhar nesse projeto e cuidar da família’, explicou.

SONO X GUGA

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Tricampeão de Roland Garros e número 1 do mundo, Gustavo Kuerten foi derrotado pelo argentino Juan Martin del Potro na semana passada, no Uruguai. Larri Passos, ex-técnico do astro brasileiro, acompanhou parte da exibição.

‘O Guga fez um baita jogo. Jogou praticamente de igual para igual, bateu bastante. Foi bem divertido. Quem foi rei, não perde a majestade. Mas eu só assisti até a metade do segundo set e fui dormir (risos). Estava muito cansado’, disse.

Parceiro do catarinense no Projeto Olímpico, Larri destaca sua importância. ‘O Guga é parte da história dessa garotada que está subindo agora, ele está por trás disso tudo. É o Guga que nos empurra, que nos acelera’, afirmou.

A possibilidade de contar com a presença de Larri Passos mais frequentemente é comemorada por seus jovens pupilos. Tiago Fernandes, 18 anos, campeão da chave juvenil do Aberto da Austrália-2010, é um dos beneficiados pelo final da parceria do técnico com Thomaz Bellicci.

‘Com o Larri mais presente nos torneios e mais próximo de nós na academia [em Balneário Camboriu], a gente ganha uma motivação maior. Ele consegue olhar algumas coisas e corrigir outras para fazer com que a gente suba o nosso nível de jogo’, afirmou Fernandes.

João Zwetsch, capitão do Brasil na Copa Davis, também participa do Projeto Olímpico idealizado por Guga e aprova a proximidade com Larri Passos. O jovem Guilherme Clezar, treinado pelo primeiro, teve seu jogo diante do argentino Federico Delbonis acompanhado pelos dois técnicos em São Paulo, já que faz parte do grupo voltado aos Jogos de 2016.

‘Obviamente, cada um tem sua forma de fazer as coisas e isso sempre prevalece no trabalho de cada um. Mas a troca de informações é fundamental para o nosso crescimento. Eu, o Larri, o Guga e todos que fazem parte do projeto estão tentando trabalhar o mais próximo possível’, disse Zwetsch.

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