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F1: Rosberg e Hamilton, dupla recordista, mas ainda rachada

Os pilotos da Mercedes superaram a marca conquistada pela dobradinha Senna-Prost nos anos 80, e o clima de tensão entre os dois também remete ao passado

Por Alexandre Salvador 9 nov 2014, 16h57

Uma disputa particular de 2014 remete a um dos melhores momentos da Fórmula 1: a dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, quebrou uma marca alcançada por dois dos maiores pilotos da história: Alain Prost e Ayrton Senna. Com a dobradinha conquistada em Interlagos neste domingo, o time alemão chegou com seus dois carros na frente de todos os outros pela décima primeira vez este ano. A Mercedes superou as 10 dobradinhas da McLaren, com Senna e Prost, na temporada de 1988.

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No GP do Brasil, Rosberg ficou à frente de Hamilton e diminuiu a vantagem do companheiro de equipe para 17 pontos. Mesmo se vencer na última prova, em Abu Dhabi, daqui duas semanas, o alemão precisa torcer para que a sequência de dobradinhas da Mercedes pare por aqui – se Hamilton chegar em segundo, leva o Mundial de pilotos. Perguntado sobre quem é o piloto do grid que pode ajudá-lo nessa missão, Rosberg voltou-se para o lado na sala de entrevistas e apertou o ombro de Felipe Massa. “Ele é o cara”, disse Nico. Felipe respondeu: “Eu quero vencer…” Rosberg riu amarelo e disse: “Não preciso de tanta ajuda assim.”

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Outra pergunta que deixou ambos os pilotos da Mercedes em situação desconfortável foi sobre o relacionamento entre os concorrentes ao título. Brigados desde o GP da Bélgica, em agosto, quando Rosberg jogou Hamilton para fora da pista (o carro do inglês teve um pneu furado no toque com o alemão e abandonou a prova), a dupla foi instada a dizer se, ao final da temporada, voltaria aos dias de camaradagem do passado. “Veremos. No momento o relacionamento é neutro. Tivemos momentos difíceis, somos grande competidores. Parece 15 anos atrás novamente”, disse Nico, lembrando que os dois cresceram juntos nas categorias de base do automobilismo. Lewis, visivelmente mais incomodado que o companheiro, foi mais econômico. “Nós já moramos no mesmo prédio…”, disse o inglês. Massa novamente interveio na história. “Que tal morarem no mesmo apartamento?” Mais constrangimento na sala, e o próprio brasileiro admitiu: “Acho difícil.”

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