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Examinador de candidatura da Copa no Catar é suspenso por 7 anos

O chileno Harold Mayne-Nicholls liderou grupo de avaliadores que visitaram os países candidatos a sediar as Copas de 2018 e 2022

Por Da Redação 6 jul 2015, 14h55

A Fifa suspendeu por sete anos o dirigente chileno Harold Mayne-Nicholls, ex-presidente da Federação de Futebol do Chile e um dos responsáveis por examinar as candidaturas do Catar e da Rússia para sediar as Copas do Mundo de 2018 e de 2022, respectivamente. A punição anunciada nesta segunda-feira refere-se ao artigo 36 do Código de Ética da entidade, que trata da “obrigação de que seja respeitado segredo sobre qualquer informação de que se tenha tido conhecimento durante exercício de funções”.

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O motivo exato pelo qual Nicholls foi processado e punido, no entanto, está mantido em sigilo pela entidade. Nicholls pensou em concorrer ao cargo de presidente da Fifa com Blatter em maio, mas desistiu meses antes do pleito. Ele foi um crítico da candidatura do Catar e era considerado por seus colegas uma pessoa que poderia ajudar a “limpar o nome da Fifa”.

Desde 2014, o dirigente chileno é investigado pela Fifa. O motivo seriam e-mails que enviou à Academia Aspire, no Catar, pedindo estágios para seu filho, seu sobrinho e seu genro. A Aspire é um centro de formação de atletas e que foi usada, durante a candidatura do Catar, para oferecer agrados a dirigentes da Fifa. O chileno foi o autor do informe técnico sobre a campanha do Catar e sugeriu que realizar a Copa lá seria arriscado. No ano passado, Nicholls declarou à imprensa inglesa que seu informe não havia sido lido pelos dirigentes da Fifa.

O chileno está “proibido de participar de todo tipo de atividade relacionada ao futebol em âmbitos nacionais e internacionais por sete anos”, segundo decisão da Comissão de Ética da entidade, presidida pelo juiz alemão Hans Joachim Eckert. Nicholls, de 53 anos, negou qualquer irregularidade. A candidatura do Catar é investigada pela Justiça da Suíça e dos Estados Unidos.

(com Estadão Conteúdo e EFE)

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