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Exame antidoping de Tandara deu positivo para anabolizante ostarina

Teste foi realizado antes do embarque para Tóquio; atleta foi suspensa preventivamente

Por Da Redação Atualizado em 6 ago 2021, 16h42 - Publicado em 6 ago 2021, 15h57

A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) divulgou nesta sexta-feira, 6, comunicado informando que foi constatada a presença da substância proibida ostarina em exame antidoping realizado na atleta da seleção brasileira feminina de vôlei Tandara Caixeta, em julho passado, antes do embarque para a Olimpíada de Tóquio 2020.  Tandara foi suspensa preventivamente e desligada da delegação brasileira.

Em nota à imprensa, a defesa de Tandara destacou que “até o momento, sequer foi analisada a contraprova da urina da atleta” e que “recentemente, inúmeros atletas no Brasil foram vítimas de incidentes envolvendo a ostarina”. O comunicado segue dizendo que “salvo melhor juízo, não se afigura razoável qualquer pré-julgamento de uma atleta íntegra, sem quaisquer antecedentes e que há anos contribui para as conquistas do vôlei brasileiro”.

De acordo com a ABCD, a coleta do material biológico de Tandara foi feita no dia 7 de julho de 2021, no Centro de Treinamento de vôlei de quadra da seleção, em Saquarema, no Rio, junto à coleta das outras atletas da equipe. Na quinta-feira passada, 5, o resultado do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) confirmou a presença da substância anabolizante ostarina que, pelo Código Brasileiro Antidopagem, implica na aplicação obrigatória de uma suspensão provisória da atleta.

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Segundo a ABCD, a ostarina é uma substância pertencente à classe de agentes anabolizantes, que são proibidos em competição e fora de competição pela Agência Mundial Antidopagem (AMA-WADA). “A ostarina é classificada como um modulador seletivo do receptor do androgênio, ou seja, é uma substância que ‘imita’ a testosterona e, com isso, tem uma ação anabolizante e por isso é proibida para os atletas de competição”, explica Alexandre Hohl, presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia e professor da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais cedo, o diário O Globo informou que Tandara suspeitava que um regulador de menstruação, usado com autorização do Comitê Olímpico do Brasil (COB), poderia ter sido o causador do doping. A versão é contestada por especialistas.”Esta substância não serve para regular menstruação, não existe remédio no Brasil e nem em lugar nenhum do mundo que contenha ostarina para esta indicação. Obviamente, quando uma pessoa usa uma substância que imita a testosterona, ela pode até ter sua menstruação afetada, mas isso não é uma indicação médica”, diz Alexandre Hohl.

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) foi notificado pela ABCD na quinta-feira sobre o caso e desligou a jogadora da seleção de vôlei feminino, horas antes da semifinal da Olimpíada. O Brasil venceu a Coreia do Sul na semifinal por 3 sets a 0, nesta sexta-feira, sem a presença de Tandara. Depois do desligamento da seleção de vôlei, a jogadora  divulgou nas redes sociais uma nota dizendo que está trabalhando em sua defesa e só se manifestará após a conclusão do caso. Ela já está voltando ao Brasil.

Com Agência Brasil

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