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Ex-jogador e político, Marin foi acusado de embolsar medalha

Com a renúncia de Ricardo Teixeira à presidência da CBF, José Maria Marin é o novo comandante da entidade máxima do futebol nacional. Aos 79 anos, Marin tem um currículo ligado tanto ao esporte quanto à política.

Nos últimos tempos, porém, seu nome só voltou ao noticiário graças a uma polêmica durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, na qual foi visto embolsando uma medalha que seria destinada ao Corinthians, campeão do torneio. Na ocasião, ele disse que o objeto foi cortesia da Federação Paulista de Futebol, mas o goleiro Matheus Caldeira, do Timão, acabou ficando temporariamente sem a sua medalha.

Marin nasceu em 6 de maio de 1932 na capital paulista e fez carreira como jogador de futebol, chegando a defender o São Paulo entre 1950 e 1952. No entanto, ele desistiu rapidamente da aventura nos gramados e foi cursar Direito, se formando em 1955 pela Universidade de São Paulo.

Sua carreira política começou nos anos 1960, quando foi vereador de São Paulo. Em 1969, chegou a presidir a Câmara de Vereadores de São Paulo, e na década seguinte se elegeu deputado estadual pelo Arena, o partido de sustentação da ditadura militar.

Em 1979, Marin foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa encabeçada por Paulo Maluf, e foi governador por cerca de um ano quando Maluf pediu licença para se candidatar a deputado federal, em 1982.

A ligação de Marin com o esporte se estreitou mais uma vez quando ele virou presidente da Federação Paulista de Futebol, cargo que exerceu entre 1982 e 1988. Na Copa do Mundo de 1986, ele foi chefe de delegação da Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo no México.

Marin ainda tentou fazer uma investida política em 2000 para ser prefeito de São Paulo, mas só obteve 0,18% dos votos válidos. Recentemente, ele ingressou na CBF por indicação de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol, e passou a ser vice-presidente da Região Sudeste, cargo que o levou agora para o comando da entidade após a renúncia de Teixeira.