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Ex-goleiro mexicano ficará preso por participação em um grupo de sequestros

Monterrey (México), 10 jan (EFE).- O ex-goleiro Omar Ortiz permanecerá 30 dias sob detenção domiciliar para definir a investigação sobre os dois sequestros que está envolvido, informou nesta terça-feira a Promotoria do estado de Nuevo León.

‘Ortiz participou do sequestro de dois comerciantes, um deles era um morador que vivia em seu bairro’, disse à Agência Efe um porta-voz da Procuradoria Geral de Justiça do estado sobre a investigação que culminou na prisão do goleiro no sábado passado.

Enquanto as autoridades investigam o caso, o ex-jogador do Monterrey terá que permanecer detido por 30 dias. O lugar onde cumprirá sua prisão preventiva não será revelado pela Promotoria, já que Ortiz é acusado de ser membro de uma célula do Cartel do Golfo.

As autoridades locais destacaram que Ortiz recebeu cerca de 100 mil pesos (US$ 7.400) em cobranças de resgates às famílias das vítimas.

O porta-voz da Promotoria negou que Ortiz estaria envolvido no sequestro de Armando Gómez, marido da cantora Gloria Trevi, ocorrido em novembro do ano passado.

O ex-goleiro, de 34 anos, confessou que regularmente consumia cocaína e por isso acabou se envolvendo com o Cartel, que tinha seu centro de distribuição e de operações no bairro Três Ríos do município metropolitano de Guadalupe.

Ortiz estava proibido de atuar como goleiro pela Federação Mexicana de Futebol por ter se envolvido em um caso de doping, em 2010, nos jogos da Taça Libertadores da América, quando jogava no Monterrey, equipe da primeira divisão mexicana.

‘Desde o mês de março de 2010 Ortiz não tem qualquer relação com Rajados’, disse à Efe Everardo Valdez, porta-voz do Clube Rajados de Monterrey. Sua inabilitação concluiria no próximo mês de abril deste ano. EFE