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Estreia do Rio na Copa atraiu 65.000 argentinos

Ministério do Turismo prevê que capital fluminense seja principal destino turístico do Mundial, com 90.000 estrangeiros entre os meses de junho e julho

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro - 16 jun 2014, 16h33
Torcedores da Argentina antes do jogo contra a Bósnia no Maracanã, no Rio
Torcedores da Argentina antes do jogo contra a Bósnia no Maracanã, no Rio VEJA

Em quatro dias de Copa do Mundo, turistas estrangeiros já lotam as 12 cidades-sede. O Rio de Janeiro, que deve ser o maior destino turístico do evento, recebeu neste domingo pelo menos 65.000 turistas argentinos para o primeiro jogo da seleção argentina na Copa do Mundo, de acordo com dados divulgados pelo governo do Estado nesta segunda-feira. A ocupação argentina e a festa pela vitória de 2 a 1 no Maracanã, sobre a Bósnia-Herzegovina, transformou as ruas da cidade.

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Autoridades do governo federal e do governo estadual do Rio minimizaram nesta segunda-feira os problemas de organização de aeroportos e oferta de vagas de hotelaria, duas áreas especialmente criticadas na preparação para o Mundial. Só com a festa dos argentinos o secretário estadual de Turismo do Rio, Cláudio Magnavita, estimou o ingresso de 50 milhões de dólares, se for considerado que cada um gastou mil dólares por dia, ao longo de três dias de permanência no Estado. Magnavita afirma que o Maracanã recebeu 50.000 torcedores argentinos e outros 15.000 compareceram à Fifa Fan Fest, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

“Nós fomos surpreendidos até com a chegada de trailers de turistas que estão tomando conta da cidade”, afirmou Magnavita.

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O Ministério do Turismo projeta que o Brasil vai receber durante a Copa, de 12 de junho a 13 de julho, 600.000 turistas estrangeiros e que 3,1 milhões de turistas brasileiros vão circular pelas 12 cidades-sede. Isso deve movimentar 6,69 bilhões de reais em gastos pelo país, pelas estimativas do governo federal. Durante os 30 dias do evento, o Rio deve atrair 89.846 estrangeiros, seguido por Brasília, com 79.610 estrangeiros.

Mesmo com eventuais surpresas, o governo federal descarta que o público da Copa seja superior ao da Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013. O evento católico motivou a visita 3,5 milhões de pessoas somente ao Rio de Janeiro. Essa estimativa foi divulgada pela Embratur.

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https://youtube.com/watch?v=RgncIqPdRDY

Festa argentina em Copacabana

Torcedores se reúnem na Avenida Atlântica, em Copacabana.

Carnaval de torcedores argentinos depois do jogo no Maracanã

Após a vitória sobre a Bósnia, torcedores voltaram à orla da Zona Sul.

https://youtube.com/watch?v=T6LM5iQI1e0

PM desocupa Avenida Atlântica com spray de pimenta

Policiais militares usaram spray de pimenta para liberar a pista da Praia de Copacabana, tomada por argentinos.

‘Maradona é maior do que Pelé’

Argentinos provocam brasileiros cantando que ‘Maradona é maior do que Pelé’.

Tumultos – No sábado, a festa argentina causou problemas. A polícia dispersou com gás de pimenta um grupo de torcedores argentinos que tentou fechar uma das pistas da Avenida Atlântica, na Praia de Copacabana. Cerca de 1.500 argentinos se reuniram na orla por volta das 16h. Vestidos com as camisas da sua seleção, os torcedores fizeram batucada e gritavam provocações, como a que dizia “Maradona é melhor do que Pelé”, enquanto caminhavam pelo calçadão. A ciclovia chegou a ficar interditada e um homem vestido como o Papa Francisco levava uma réplica da taça da Copa do Mundo, acompanhando o grupo em carro aberto. O trânsito ficou lento no local. Apesar das provocações, o clima com a torcida brasileira era de tranquilidade. Quando o grupo estava na altura do posto 4, alguns deles tentaram ocupar uma das pistas da Avenida Atlântica. A PM utilizou gás de pimenta para dispersá-los, mas não houve confrontos, informou a assessoria de imprensa da corporação.

No Maracanã, na noite de domingo, houve mais confusão. Um vídeo publicado pelo jornal Extra mostra um grupo de cerca de 30 argentinos invadindo o Maracanã. As imagens mostram como um grupo salta um dos portões, na altura da entrada do setor D (Estátua do Bellini). Policiais do Grupamento Especial de Policiamento em Estádio (Gepe) detiveram seis pessoas.

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