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Estreia do judô por equipes mistas faz sucesso em Tóquio

Título ficou com a França, batendo o Japão em uma emocionante disputa no Budokan; Brasil ficou longe do pódio, apesar do brilho de Mayra Aguiar

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 31 jul 2021, 08h04 - Publicado em 31 jul 2021, 08h03

O encerramento das atividades do judô nos Jogos de Tóquio foi marcado por uma novidade: a disputa por equipes mistas, que empolgou os torcedores nas redes sociais e terminou com uma surpreendente medalha de ouro da França na decisão diante do anfitrião Japão, no Budokan, o templo da modalidade, na manhã deste sábado, 31. O Brasil ficou longe do pódio, mas viu a medalhista de bronze Mayra Aguiar, que subiu de peso para substituir Maria Suelen Altheman, brilhar novamente.

A disputa mista estreou em Olimpíadas após anos de sucesso nos Mundiais (sempre com vitória japonesa). As regras são simples. Cada equipe contou com seis judocas, sendo três mulheres e três homens, dos pesos leve (até 57 kg e até 73 kg, respectivamente), médio (70 kg e 90 kg) e pesado (78 kg e 100 kg). Quem vencesse quatro das seis lutas primeiro passava de fase e, em caso de empate em 3 a 3, uma rodada extra de uma categoria definida por sorteio deveria ser disputada no “Golden Score”.

  • O Brasil, medalhista de bronze por equipes no Campeonato Mundial de 2019, disputado na Mongólia, não conseguiu repetir o feito em Tóquio.  Representado por Eduardo Barbosa (73kg), Maria Portela (70kg), Eduardo Yudi (90kg),Mayra Aguiar (+70kg), Rafael Buzacarini (+90kg) e Larissa Pimenta (57kg), a equipe sofreu duas derrotas, para Holanda e Israel, e terminou na sétima colocação.

    A gaúcha Mayra Aguiar, que em Tóquio conquistou sua terceira medalha de bronze olímpica, topou subir de peso para substituir Maria Suelen Altheman, que sofreu uma lesão grave no joelho na disputa individual. Ela venceu suas duas lutas e foi exaltada nas redes sociais, que aprovaram a disputa mista.

    “Eu estava com receio de lutar na categoria de cima, mas quando boto o quimono, o espírito competitivo fala mais alto. Consegui lutar bem, fui até o final”, afirmou Mayra ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). ” A gente tem potencial, poderia chegar no lugar mais alto do pódio. Seria um feito histórico na primeira vez da competição por equipes e estávamos com muita vontade. Mas eu sei que cada um deu tudo de si”, completou.

    O título ficou com a seleção francesa, do astro Teddy Riner, com uma surpreendente vitória por 4 a 1 sobre o Japão. Clarisse Agbgnenou bateu Chizuru Arai por ippon; em seguida Axel Clerget superou Shoichiro Mukai no ponto de ouro. Campeã peso-pesado, Akira Sone marcou o ponto japonês diante de Romane Dicko. No duelo peso-pesado masculino, Aaron Wolf, o campeão do individual, não foi páreo para Teddy Riner, uma das maiores lendas do esporte, que conseguiu um ippon no contragolpe. O ouro, então, foi confirmado pela jovem Sarah Leonie Cysique, que bateu Tsukasa Yoshida.

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