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Estaduais 2015: preço dos ingressos causa conflitos

Paulistão terá o ingresso mais caro do país e clubes se organizam para realizar promoções. No Rio, equipes e federação discutem o preço ideal das entradas

Por Da Redação - 29 jan 2015, 10h19

Os Campeonatos Estaduais pelo Brasil terão início neste fim de semana com uma controvérsia envolvendo os ingressos das partidas. Para tentar aumentar a média de público dos estádios, baixíssima em 2014, alguns clubes vêm tentando realizar promoções, mas esbarram nas normas dos campeonatos. No Rio, Fluminense, Flamengo e a concessionária responsável pelo Maracanã quererm cobrar mais e declararam guerra à Federação Carioca. Já a Federação Paulista estipulou o preço mínimo de 40 reais por bilhete (o que torna o Paulistão o campeonato estadual mais caro do Brasil), mas muitos clubes resolveram fixar preços bem abaixo desse valor.

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O Bragantino radicalizou e não cobrará entradas de seus torcedores neste sábado contra o São Bernardo. Somente a torcida do time do ABC terá de comprar ingressos para ver o jogo. Enquanto o clube de Bragança terá prejuízo, pois pagará as taxas cobradas pela federação, o Audax planeja lucrar alto: o clube-empresa vai mandar o seu jogo contra o Palmeiras no Allianz Parque, casa do adversário, com ingressos que custarão até 350 reais. A medida pode até ser vantajosa financeiramente, mas fere a ética do esporte, pois, em tese, o Palmeiras fará mais partidas “em casa” do que seus concorrentes ao título.

O Corinthians fez uma promoção para os membros do seu programa de sócio-torcedor na qual cada bilhete sairá por 25 reais se for adquirido em um pacote com 10 partidas, que inclui o confronto contra o Once Caldas, pela fase preliminar da Copa Libertadores. O Santos, que teve troca de diretoria neste mês, ainda não decidiu se será mantida a política da administração anterior de aumentar o valor dos ingressos em clássicos e de acordo com o desempenho do time. Uma das ideias para o aumento de público é levar jogos ao interior paulista. Embora o regulamento do Paulistão determine que o valor mínimo do ingresso é de 40 reais, os clubes podem fazer promoções, desde que sejam autorizados pela federação. No ano passado, o Paulistão teve média de público de míseros 5.675 torcedores por partida – a maior entre todos os Estaduais

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RJ e MG – No Rio, os preços dos ingressos opõem os grandes clubes. De um lado, Vasco, Botafogo e a federação carioca – além dos 12 clubes pequenos – defendem a manutenção do tabelamento de preços com bilhetes a partir de 5 reais. Do outro, Flamengo, Fluminense e Consórcio Maracanã querem derrubar a medida. O argumento dos que se opõem à tabela de preços é que ela provocará prejuízo em praticamente todos os jogos. “Nas condições que estão agora, o Flamengo calcula que terá em torno de 3 milhões de reais de prejuízo”, afirmou o presidente do clube rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

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O Conselho Arbitral estabeleceu teto de 100 reais para ingressos nos clássicos no Maracanã. O clima esquentou quando o Fluminense publicou manifesto ironizando a federação e comparando a entidade à ditadura militar. Uma reunião entre a Ferj e os principais clubes do Rio está marcada para esta sexta-feira. No ano passado, o Carioca teve a ridícula média de 2.828 torcedores por partida nos estádios.

Um caso peculiar acontecerá em Minas Gerais. O Cruzeiro estreia oficialmente na temporada com preços de entradas que variam de acordo com o horário em que o torcedor comprar o ingresso. O time enfrentará o Democrata, neste domingo, no estádio Mammoud Abbas, em Governador Valadares, e os bilhetes custarão entre 50 e 200 reais até o meio-dia de domingo. Depois disso, os valores passam a ser entre 80 reais e 300 reais.

(Com Estadão Conteúdo)

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