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Estado de Ricardo Gomes é estável, diz médico vascaíno

Por Da Redação 29 ago 2011, 11h37

Por AE

Rio – Alexandre Campello, médico do Vasco, afirmou na manhã desta segunda-feira que o estado do técnico Ricardo Gomes é estável, depois de o treinador ter sido submetido, na noite do último domingo, a uma cirurgia no Hospital Pasteur, no bairro do Méier, no Rio de Janeiro. Ele sofreu um acidente vascular encefálico, com hemorragia, na tarde de domingo, durante a partida entre Vasco e Flamengo, que terminou empatada por 0 a 0 no Engenhão.

“O estado do Ricardo é estável. Ele segue sedado e em coma induzido. Entre o início do quadro (de AVC, acidente vascular cerebral) e a cirurgia nós tivemos apenas duas horas, que é um tempo curto e importante na reabilitação do Ricardo”, afirmou Campello, em entrevista ao canal SporTV, em frente ao hospital no qual o técnico foi operado pela equipe do neurocirurgião José Guache, com o apoio do departamento médico do Vasco.

Após ser submetido à cirurgia, Ricardo Gomes iniciou um período em que ficará sob observação durante 72 horas. E o médico do Vasco disse que ainda não há como avaliar quais serão os efeitos do problema enfrentado pelo técnico. “É cedo para falar em sequela. Essa avaliação deve ser feita a partir de 72 horas, quando será retirada essa sedação com o quadro mais estável. A maior preocupação é a pressão intracraniana”, completou Campello.

O médico, porém, admite que o quadro do treinador segue muito preocupante e que as próximas horas serão decisivas no processo de recuperação. “Ele respira por aparelhos. Sem dúvida, o estado é grave e ele pode ter complicações. Mas com a drenagem (do sangue no cérebro) realizada ontem (domingo), houve uma melhora do quadro clínico, o que nos deixa mais otimistas”, disse.

Campello também confirmou que o AVC sofrido por Ricardo Gomes neste domingo tem relação com o que acometeu o técnico em fevereiro do ano passado, quando ele comandava o São Paulo e precisou ser levado a um hospital da capital paulista depois de se sentir mal durante um clássico com o Palmeiras.

Ao ser questionado sobre a existência de relação entre os dois fatos, o médico respondeu: “Certamente sim. Ele teve uma isquemia transitória quando treinava o São Paulo. Provavelmente, ele tem uma pressão arterial mal controlada”.

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