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‘Espiões’ ajudaram Felipão a definir seleção para semifinal

Gallo e Roque Júnior apresentaram ao treinador os pontos vulneráveis da forte Alemanha. Dante e Luiz Gustavo também passaram informações sobre a equipe

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte - 8 jul 2014, 13h47

“Quando temos pessoas� em que confiamos, ficamos mais tranquilos em relação às nossas escolhas”, disse o treinador

O técnico Luiz Felipe Scolari mantém o mistério sobre o time que enfrentará a Alemanha, nesta terça-feira, no Mineirão, mas isso não significa que ele ainda esteja em dúvida – na véspera do jogo, ele contou que já estava convencido sobre qual seria a melhor escalação para começar a semifinal da Copa do Mundo. Felipão ensaiou diversas opções no último treino antes da partida, mas se disse seguro sobre sua escolha – e atribuiu essa confiança em seus dois “espiões”, que revelaram os pontos vulneráveis da seleção alemã. E engana-se quem pensa que eles são o zagueiro Dante e o volante Luiz Gustavo, a dupla brasileira que atua� na Alemanha há muitos anos e conhece todos os integrantes do time adversário muito bem. Segundo Felipão, as informações mais detalhadas e valiosas vieram de Alexandre Gallo e Roque Júnior, observadores técnicos da CBF.

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Roque, titular na conquista do penta e ex-atleta de duas equipes alemãs (Bayer Leverkusen e Duisburg), visitou a concentração do Brasil, no Hotel Ouro Minas, na manhã desta terça, para mais uma conversa com Felipão. “A preparação para o jogo não foi fácil, mas tenho um grupo de trabalho espetacular. O Gallo e o Roque Júnior estavam acompanhando de perto a Alemanha. Quem veio e decidiu que o que planejamos para a semifinal era o correto foram eles. Quando temos pessoas� em que confiamos, ficamos mais tranquilos em relação às nossas escolhas”, disse o treinador. Ainda que de forma menos detalhada e aprofundada, Dante e Luiz Gustavo também contribuíram, afirmou Felipão. “Eles foram importantes nos últimos dias, passando a mim e aos demais jogadores algumas boas informações sobre os alemães.”

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O�s integrantes da seleção alemã também falaram sobre o tema -� mas eles avaliaram que, no fim, ninguém sai ganhando com a presença de jogadores que se conhecem tão bem em campo nesta terça. “Creio que isso possa ser uma vantagem mas também uma desvantagem para ambos”, disse o zagueiro Jerome Boateng, companheiro de zaga de Dante no Bayern de Munique, lembrando que os alemães também podem se beneficiar com o que sabem do jogo dos brasileiros. Para o defensor, a situação será inusitada. “Será a primeira vez que ele estará jogando contra nós”, disse, sobre o amigo Dante. O técnico Joachim Löw afirma que o mistério em torno da escalação brasileira não atrapalha seus planos, já que ele também pode mudar sua formação. “Temos nossas próprias variações táticas e estaremos prontos �para enfrentar qualquer formação que o Brasil colocar em campo.”

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