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Espanha passeia na Arena Pernambuco diante do Uruguai

Derrota por 2 a 1 ficou de ótimo tamanho para os sul-americanos, que não viram a cor da bola na maior parte dos 90 minutos

Por Celso de Campos Jr., do Recife 16 jun 2013, 21h08

O gol de Suárez, no crepúsculo da partida, ainda deu um inesperado ânimo à torcida uruguaia, mas a Espanha seguiu no controle das ações até o apito final

“Espero que acordemos em um bom dia”, torcia o treinador uruguaio Óscar Tabárez, consciente da superioridade espanhola, antes da estreia das equipes na Copa das Confederações. Mas o cair da noite em Recife trouxe um pequeno pesadelo para a Celeste. No gramado da Arena Pernambuco, a Fúria atropelou o campeão sul-americano, vencendo por 2 a 1 – um placar baratíssimo para o Uruguai, que não viu a cor da bola durante a maior parte dos 90 minutos e só descontou aos 42 do segundo tempo, em uma cobrança de falta de Suárez. Diante das circunstâncias, a derrota pela diferença mínima pode ser considerada como uma dádiva para o Uruguai na briga com a Nigéria pela segunda vaga do grupo – sejamos realistas: no Grupo B, ninguém tira a ponta da Fúria.

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Animada e barulhenta, a torcida pernambucana engrossou desde o início do jogo o coro a favor dos uruguaios. Mas o experiente time de Vicente del Bosque, com sua troca rápida e constante de passes, evitou que essa animação contagiasse os uruguaios, que se limitavam a tentar destruir o jogo espanhol. Aos 10 minutos, a primeira chance real: Fábregas disparou de direita e a bola explodiu na trave de Muslera. Aos 16, o goleiro da celeste quase entregou em um chute de Iniesta – mas foi Lugano, quatro minutos depois, quem deu o presente para o adversário: Pedro chutou da entrada da área, o capitão uruguaio tentou cortar e acabou desviando, de canela, a bola para o fundo das redes. Depois do gol, o jogo esquentou, com uma série de entradas duras de ambos os lados. Aos 32, porém, Soldado recebeu de Fábregas na entrada da área e marcou o segundo, esfriando o ímpeto rival e arrancando o grito de olé dos espanhóis na arquibancada.

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Os personagens

  • O cérebro Iniesta

    Com toques tão eficientes quanto plásticos, o meia do Barcelona comandou a Espanha durante toda a partida sem puxar o freio de mão

  • O vilão Lugano

    Além da colaboração para o gol espanhol, o capitão ainda perdeu, na etapa inicial, uma grande chance de marcar e diminuir o placar

  • A muralha Casillas

    A bem da verdade, o goleiro do Real não foi exigido e não teve culpa no gol – mas os espanhóis comemoraram sua volta à meta depois da contusão

» Confira os números de todos os jogadores

Para o segundo tempo, Tabárez trocou Ramírez por González e Gargano por Lodeiro. Nada mudou: a Espanha seguiu envolvendo com facilidade o Uruguai e chegando com extrema facilidade à meta de Muslera – o terceiro gol só não saiu por mero detalhe. Aos 24 do segundo tempo, o técnico sul-americano deu sua cartada final, colocando Forlán no lugar de Pérez. Mas o melhor jogador da Copa de 2010 pouco fez. A partir da segunda metade da etapa final, o jogo ficou morno – e Vicente del Bosque resolveu poupar Fábregas, Xavi e Pedro, colocando Cazorla, Javi Martinez e Mata. O gol de Suárez, no crepúsculo da partida, ainda deu um inesperado ânimo à torcida uruguaia, mas a Espanha seguiu no controle das ações até o apito final do árbitro japonês Yuichi Nishimura. A Espanha volta a campo nesta quinta, no Maracanã, contra o Taiti, para ratificar sua posição de líder do grupo, enquanto que o Uruguai faz, no mesmo dia, um jogo de vida ou morte diante da Nigéria, em Salvador.

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