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Espanha-França e Inglaterra-Itália, dois clássicos nas quartas da Eurocopa

Por - - 20 jun 2012, 18h21

As quartas de final da Eurocopa terão dois choques entre seleções tradicionais, com os clássicos Espanha-França e Inglaterra-Itália, outro duelo cheio de incertezas entre República Tcheca e Portugal, além de Alemanha-Grécia, uma partida com alto valor simbólico no contexto da crise econômica europeia.

– República Tcheca-Portugal, nesta quinta-feira em Varsóvia: azarões embalados

Ambas não eram favortitas para se classificar para as quartas de final, e acabaram fazendo campanhas semelhantes na fase de grupos, ao somar seis pontos, vencendo suas duas últimas partidas após ter perdido na estreia.

Este jogo também terá um duelo particular entre dois jogadores que se destacaram nesta temporada com seus clubes: o goleiro tcheco Petr Cech, um dois heróis do título do Chelsea na Liga dos Campeões terá pela frente o astro português Cristiano Ronaldo, autor de nada menos que 60 gols com o Real Madrid.

CR7 calou os críticos que o cobravam pela falta de pontaria no início da competição ao fazer os dois gols da vitória de virada por 2 a 1 sobre a Holanda.

O meia português Raul Meireles, companheiro de Cech no Chelsea, explicou que estava muito confortável com o papel de azarão. “Ganhei a Liga dos Campeões com o Chelsea enquanto ninguém via o nosso clube como favorito. No início desta Eurocopa, foi a mesma coisa, ninguém via Portugal como favorito”, comentou.

– Alemanha-Grécia, sexta-feira em Gdansk: o “clássico da dívida”

Alemanha e Grécia representam dois opostos, tanto dentro como fora de campo. Enfrentando uma grave crise política e econômica, a Grécia enfrenta críticas da Alemanha sobre as medidas que vem tomando para reduzir sua dívida, o que gerou muita tensão entre os dois países.

Dentro das quatro linhas, a ‘Mannschaft’, vice-campeã da última edição da Eurocopa encanta com seu futebol ofensivo é apontada como uma das grandes favoritas ao título após ter chegado às semifinais da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Já os gregos, que sempre apostam na retranca, são a grande surpresa da primeira fase, ao ter garantido a vaga na última rodada ao derrotar a Rússia por 1 a 0 enquanto estavam na última posição da chave A, com apenas um ponto.

Eles esperam repetir o feito da Eurocopa-2004, em Portugal, quando protagonizaram uma das maiores zebras da história do futebol mundial ao conquistar o título, após derrotar a equipe anfitriã por 1 a 0 na decisão.

Enquanto a base da seleção alem�� joga no Bayern de Munique, vice-campeão da Liga dos Campeões, a Grécia não poderá contar com sua única estrela, o veterano Karagounis, suspenso para a partida desta sexta-feira.

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– Espanha-França, sábado em Donetsk: a ‘Fúria’ enfrenta seu carrasco

Atual campeã mundial e europeia, a Espanha é a grande favorita da competição. Já a França parece estar recuperada do trauma do fiasco da última Copa do Mundo, na África do Sul, mas se classificou em segundo lugar da sua chave ao perder por 2 a 0 para a Suécia na última partida.

No entanto, a França tem uma ótima lembrança da última vez que enfrentou a Espanha nesta altura da competição, na Eurocopa-2000. Na ocasião, ‘Les Bleus’ superaram os espanhóis por 2 a 1 e acabaram conquistando o título ao derrotar a Itália na final, por 1 a 0 na prorrogação.

No último confronto entre as duas equipes numa grande competição, os franceses também levaram a melhor ao vencer de virada por 3 a 1 seu duelo contra a ‘Fúria’ nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

Nas 30 partidas disputadas entre as duas equipes, incluindo os amistosos, a Espanha leva vantagem, com 13 vitórias, seis empates e 11 derrotas, mas a seleção espanhola nunca venceu os franceses em partidas oficiais.

Na hora de encarar o seu ‘carrasco’, os espanhóis terão que jogar melhor do que na última partida, quando sofreram para superar por 1 a 0 os croatas. A equipe comandada pelo técnico Vicente Del Bosque continua apostando no seu futebol vistoso baseado em longas trocas de passe, mas mostrou que tem dificuldades para finalizar as jogadas.

– Inglaterra-Itália, domingo em Kiev: duelo de sobreviventes

A Itália chegou na competição cercada de dúvidas em relação ao escândalo de manipulação de partidas que teve até um episódio patético com a chegada de policiais na concentração para prender o volante Criscito, acusado de envolvimento no ‘Calcioscommesse’.

No entanto, como depois do ‘Totonero’ em 1982 e do ‘Calciopoli’ em 2006, anos em que venceu suas duas últimas Copas do Mundo, a tetracampeã mundial ‘Squadra Azzurra’ mostrou que sabe ignorar os problemas de fora do campo e está fazendo uma boa campanha, com o meia Andrea Pirlo em grande forma.

Os italianos ainda têm a vantagem de ser imprevisíveis, com jogadores como Mario Balotelli ou Antonio Cassano, que deu uma grande volta por cima ao fazer o primeiro gol da vitória por 2 a 0 sobre a Irlanda na última rodada da fase de grupos, apenas oito meses depois de ter passado por uma cirurgia no coração que o deixou fora dos gramados durante a maior parte da temporada.

Já os ingleses conseguiram superar inúmeros desfalques de última hora, com as lesões do zagueiro Gary Cahill e dos volantes Gareth Barry e Franck Lampard. A equipe comandada por Roy Hodgson conseguiu a façanha de se classificar como líder do difícil grupo D, no qual enfrentou França, Suécia e a co-anfitriã Ucrânia, sem contar com sua maior estrela, o atacante Wayne Rooney, que cumpriu suspensão nas duas primeiras partidas.

O próprio Rooney acabou estreando no torneio da melhor forma possível, ao fazer o gol da vitória inglesa sobre os ucranianos.

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