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Escalação de Jadson cria dúvida e pode mudar atitude do São Paulo

O meio-campista Jadson estreia com a camisa do São Paulo neste domingo, às 19h30 (de Brasília), diante da Ponte Preta. A escalação do ‘camisa 10 dos sonhos’ da torcida tricolor, entretanto, depende da solução de uma dúvida do técnico Emerson Leão a respeito de quem fica fora do time titular: Casemiro ou Cícero.

Caso o volante seja sacado, o São Paulo pode enfrentar a Macaca com uma postura mais ofensiva e agressiva, na tentativa de recuperar o ‘bom futebol’ tão cobrado pelo próprio comandante. Ter Jadson no lugar de Cícero, a outra hipótese estudada, manteria cada jogador em sua função, mas pode deixar o time com os mesmos problemas das primeiras quatro rodadas do Campeonato Paulista.

Estreante no domingo, Jadson valoriza a humildade e respeita a autoridade do novo treinador: ‘O Leão tem jogado com dois pontas bem abertos, o Fernandinho e o Lucas, e um atacante, que era o Luís e agora o Willian. Tem várias opções para armar o time, mas se ele acabar mudando, temos que nos adaptar e mudar também. Respeitamos a necessidade do São Paulo’.

O camisa 10 já treina há 22 dias no CT da Barra Funda e participou de três treinamentos coletivos durante a semana. Nenhum deles, no entanto, deu mostras do que Emerson Leão pretende fazer, pois Jadson foi escalado entre os reservas em todas as atividades, mantendo Cícero e Casemiro entre os titulares.

‘Qualquer função dá pra jogar, não tenho problema com isso. Se for para ficar no banco, tem que cumprir as ordens. Estou aqui para ajudar. Na Ucrânia, por exemplo, eu tinha responsabilidade de voltar para ajudar na marcação. Lá é mais pegado, por isso o aspecto físico está mais tranquilo para mim e me preparou para essas situações. Tenho condições de atuar o jogo todo’, comentou o jogador, dando a certeza de ‘pelo menos 60 minutos em alto nível’.

Para o goleiro Dênis, um dos poucos intocáveis do Tricolor paulista no Estadual de 2012, tudo depende do modo como Emerson Leão quer ver o time atuando. ‘O time pode ficar menos ou mais ofensivo, acho que depende muito mais da cabeça dos jogadores do que de uma peça. O que é necessário é o entrosamento, e isso vem com o decorrer do campeonato. A equipe está se encaixando, tem mais jogadores para entrar e aos poucos tudo se acerta’.