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Entre técnicos das semis, Felipão é o mais próximo de ficar

Van Gaal se despede neste sábado. Sabella e Löw também podem deixar cargo

“Vamos seguir normalmente o trabalho até sábado. Depois já é outra situação”, disse o técnico brasileiro

O técnico Luiz Felipe Scolari pode fazer neste sábado, em Brasília, sua última partida no comando da seleção brasileira – a disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo, às 17 horas, no Estádio Nacional Mané Garrincha, encerra seu compromisso com o presidente da CBF, José Maria Marin. Mas o cartola e seu sucessor, Marco Polo Del Nero, não descartam a manutenção de Felipão no cargo, mesmo com todo o desgaste provocado pela goleada que tirou o Brasil da disputa do título, na terça, no Mineirão. A derrota para a Alemanha por 7 a 1, atribuída pela comissão técnica a um “apagão” no primeiro tempo, foi a pior já sofrida pela seleção brasileira, que completa cem anos ainda em 2014. Curiosamente, Felipão pode ser o único dos quatro técnicos das semis a permanecer na função depois do Mundial – ainda que tenha sido o mais criticado até aqui.

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O oponente do brasileiro neste sábado, o holandês Louis Van Gaal, está de malas prontas para a Inglaterra. Ele assume o Manchester United logo depois da Copa. A Holanda, aliás, já tem seus dois próximos treinadores definidos: Guus Hiddink comandará a seleção laranja de agora até o fim da Eurocopa de 2016, quando passa o bastão ao ex-zagueiro Danny Blind (pai do ala Daley Blind, titular nesta Copa). As duas finalistas também devem trocar de técnico – com ou sem título. De acordo com o empresário do argentino Alejandro Sabella, ele se despede no domingo, no Maracanã. Na federação alemã, o contrato de Joachim Löw dura até 2016, mas é possível que o técnico entregue o cargo depois da final. Ele está na comissão técnica há dez anos: dois na função de auxiliar de Jürgen Klinsmann e oito como treinador. Ele não conquistou nenhum título, mas chegou pelo menos às semis de todas as competições.

Campeão da Copa das Confederações e sonhando em apagar um pouco da má impressão neste Mundial com um terceiro lugar, Felipão disse na sexta-feira que ainda não sabe qual será seu futuro. “Termina no sábado a primeira etapa do meu trabalho. Depois vou apresentar meu relatório, e o presidente Marin e o Marco Polo Del Nero vão conversar e vamos ver o que vai acontecer. Vamos seguir normalmente o trabalho até sábado. Depois já é outra situação. Não tenho que discutir se há clima para ficar ou não, menos ainda com jornalistas”, afirmou ele na véspera da partida. “Não temos que nos envergonhar de nada. Temos que ver as coisas boas. A derrota para a Alemanha ficou marcada, como ficou marcado o título da Copa das Confederações Essa é a vida de quem vive do futebol. Se o trabalho é bom, não é uma fatalidade que muda tudo.”