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Engenheiros ainda não sabem como consertar o Engenhão

Laudo de empresa alemã alerta para risco de queda da cobertura com ventos a partir de 63 km/h. Inspeção para descobrir a solução pode levar até 60 dias

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 27 mar 2013, 13h43

Os engenheiros sabem que a cobertura do estádio João Havelange, o Engenhão, pode ruir. E só. O que causa o problema, e até que ponto o teto resiste, é um mistério que só será solucionado num prazo que pode chegar a 60 dias. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, na Prefeitura do Rio, Armando Queiroga, presidente da RioUrbe, unidade da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro, e Marcos Vidigal, representante do Consórcio Engenhão, admitiram não saber as causas que levam ao risco de desabamento.

“Acabamos de receber um relatório que não vem atrelado a soluções. É um problema sério. Não consigo prever tempo. Primeiro vamos nos debruçar. Posso falar em 30, 45, 60 dias para identificar o problema e começar a executar uma solução”, disse Queiroga. Segundo ele, os trechos com oxidação aparente, exibidos pela TV Globo, não têm relação com o problema identificado agora. A deficiência da cobertura está no movimento além do previsto, ressaltou.

Prefeitura interdita Engenhão por problemas estruturais

A interdição segue a lógica de que, se não se conhece a fundo o problema, não se conhece também o risco. A única informação disponível – ou pelo menos a única divulgada até o momento – é a de que um laudo emitido pela empresa alemã SBP indica que a estrutura da cobertura pode ruir com ventos de velocidade superior a 63 km/h.

De acordo com a análise alemã, o projeto original previa que o arco da estrutura metálica que sustenta as quatro coberturas sofresse um deslocamento natural após a retirada das escoras utilizadas durante a obra. Em 2007, uma medição indicou que o deslocamento era maior do que o esperado. Agora, a empresa alemã afirmou que o deslocamento de duas das quatro estruturas é 50% maior do que a previsão inicial.

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