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Empresário de Petrov nega fator financeiro no acerto com a Caterham

Na manhã desta sexta-feira, os rumores que circulavam na imprensa europeia se confirmaram e o italiano Jarno Trulli perdeu sua vaga na escuderia Caterham. Para o seu lugar foi contratado o russo Vitaly Petrov e um dos fatores apontados como motivo da decisão da equipe malaia foi o forte patrocínio do piloto.

Oksana Kosachenko, empresário de Petrov, negou que questões financeiras tenham interferido nas negociações. ‘Vitaly está pensando em seu lugar na Fórmula 1 e o resto é uma questão para o time’, afirmou o agente.

Trulli já havia testado pela escuderia nos primeiros exercícios coletivos em Jerez de la Frontera, na Espanha, porém convivia com os boatos de sua saída desde o início do ano. Já Petrov lutava por uma vaga no grid da temporada 2012 da Fórmula 1 e para isso contava com um forte suporte financeiro.

O dono da Lotus, Tony Fernandes, também se pronunciou sobre o assunto e afirmou que a chegada de Petrov faz parte de um projeto de renovação e de um ‘mercado econômico mundial’. A expressão gerou polêmica e o empresário foi questionado se Petrov seria um piloto ‘pagante’, sendo Heikki Kovalainen o número um. ‘Até onde eu sei, temos status absolutamente iguais’, respondeu Fernandes.

Kosachenko também informou que o vínculo com a Caterham é de um ano, mas pode ser prorrogado de acordo com o desempenho do piloto nas pistas ao longo da temporada. ‘No momento nós estamos discutindo isso’, explicou à agência de notícias Ria Novosti.

Segundo o agente de Petrov, até mesmo Bernie Ecclestone, dirigente máximo da Fórmula 1, apoiou a decisão de manter o russo na maior categoria do automobilismo. Em 2014, o GP da Rússia entrará no calendário da Fórmula 1 e pilotos locais são importantes para aumentarem o interesse pelo esporte a motor no país.

‘Ele estava conversando comigo, tentando ajudar’, contou Kosachenko. Afim de não aumentar as polêmicas que envolveram o acerto com a Caterham, o agente ressaltou que apesar do apoio, Ecclestone não participou das negociações. ‘Não tem mais ninguém envolvido’, declarou.