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Empresa alemã diz que propina por contratos da Copa foi de ‘menos de 1 milhão de euros’

Bilfinger admitiu irregularidades e disse estar contribuindo com a Justiça brasileira

Por Da Redação 26 mar 2015, 12h50

A propina paga por uma empresa alemã a funcionários públicos brasileiros para obter contratos para a Copa do Mundo de 2014 foi de “menos de 1 milhão de euros” (pouco mais de 3,4 milhões de reais). A declaração foi dada pela Bilfinger, empresa de engenharia e serviços que confirmou a existência dos pagamentos suspeitos. A empresa também anunciou nesta quarta-feira estar colaborando com a Justiça brasileira no caso. No último fim de semana, o diário alemão Bild denunciou o esquema, mas informou que o valor da propina teria chegado a 20 milhões de euros (quase 70 mihões de reais).

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Em comunicado, a Bilfinger revelou que as investigações internas sobre possíveis violações estão sendo finalizadas. “Depois de revisar todas as transações dos últimos anos, informações indicam que o potencial pagamento inadequado exista no valor inferior a 1 milhão de euros no total.” Um porta-voz da empresa disse que a investigação englobou transações de até oito anos atrás. A companhia também confirmou que está fornecendo informações à Controladoria-Geral da União.

A suspeita é de que funcionários públicos brasileiros de um órgão do governo e de estatais teriam cobrado propina para fechar contratos com a empresa durante a Copa do Mundo. A Fifa negou participação no caso e disse que apenas o governo brasileiro conduziu as negociações.

No total, a Bilfinger fechou contratos com o governo brasileiro avaliados em 21,2 milhões de reais em 2014 – do total, 13 milhões de reais apenas pelo fornecimento de 1.500 monitores e software para o Centro Integrado de Comando e Controle da Copa do Mundo. O sistema era considerado um dos principais legados do Mundial e permitia a centralização da operação de segurança. Além da Copa, a Bilfinger presta serviços no Brasil para Petrobras, Agência Nacional do Petróleo, Senado Federal e Anatel.

A Bilfinger contratou as auditorias Ernst & Young e Deloitte e um escritório de direito no Brasil para ajudar na investigação, segundo a empresa. O Ministério da Justiça determinou no domingo a instauração de análise interna “imediata” de licitações envolvendo a subsidiária da empresa alemã no Brasil.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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