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Em noite de ‘caça a Neymar’, a seleção humilha Honduras

Seleção da América Central virá jogar o Mundial, mas só mostrou truculência no amistoso em Miami. Brasil não se intimidou e respondeu com bom futebol: 5 a 0

Por Da Redação 16 nov 2013, 23h23

Talvez a única lição para o Brasil em Miami tenha sido que Honduras será presa fácil caso caia no grupo do Brasil no sorteio das chaves da Copa, em dezembro

Em seu antepenúltimo jogo antes da estreia na Copa do Mundo de 2014, a seleção brasileira enfrentou outra equipe que estará no torneio do ano que vem – mas isso não significa que o amistoso deste sábado, no Sun Life Stadium, em Miami, tenha sido muito útil para o técnico Luiz Felipe Scolari avaliar seu time. Mesmo tendo conquistado uma vaga na competição, a equipe de Honduras mostrou um futebol bastante pobre – e, pior ainda, extremamente truculento e feio. Pior para Neymar, que foi alvo de uma implacável caçada em quase todas as jogadas que disputou. Ainda assim, o craque levou a melhor, comandando mais uma boa vitória da seleção nesta temporada. Depois de um primeiro tempo truncado, em que o Brasil saiu ganhando com um gol de Bernard, a segunda etapa foi um belo castigo à violência dos hondurenhos, com direito a olé e goleada: 5 a 0. Completaram o placar Dante, Maicon, Willian e Hulk. O Brasil volta a campo na terça, para fechar sua campanha em 2013 – um ano em que a equipe cresceu muito e reconquistou a admiração do torcedor. O adversário será o Chile, em Toronto, no Canadá, e o Brasil deve estar pronto para um teste muito mais difícil – os chilenos, em ótimo momento, vêm de uma vitória sobre a Inglaterra no Estádio de Wembley.

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Recebido, como de costume, como o grande astro do jogo num estádio lotado com mais de 70.000 torcedores, Neymar teve de suportar uma noite dolorida desde o início – logo no primeiro minuto, numa dividida com a zaga hondurenha, sentiu o joelho e passou alguns minutos arrastando a perna. Mas era só o começo: o camisa 10 ainda apanharia de todas as formas possíveis, com carrinhos, tapas, caneladas e até uma tesoura dentro da área, depois de um chute que saiu por cima. Mas assim como na última vez em que atuou em território americano (no amistoso com Portugal, em setembro), Neymar não se intimidou em nenhum momento. Pelo contrário: o atacante ficou ainda mais motivado para perturbar os marcadores e superar as botinadas com técnica e criatividade. Num dos lances mais bonitos do jogo, por exemplo, Neymar aproveitou uma sobra de bola para chapelar um zagueiro e lançar Bernard pelo alto, sem olhar. O próprio Bernard abriria o placar aos 21 minutos, completando um cruzamento de Paulinho pela direita. O jovem atacante revelado pelo Atlético-MG só teve o trabalho de empurrar para as redes. Além de marcar seu primeiro gol com a camisa da seleção, Bernard ganhou ainda mais pontos com Felipão e já deve ser visto como ameaça real à vaga de Hulk no time titular.

O resto da etapa inicial foi marcado pelas tentativas toscas do time hondurenho de parar Neymar à força. O craque teve duas boas chances de finalizar, uma delas com grande perigo, mas não conseguiu deixar sua marca no jogo deste sábado. Na volta para o segundo tempo, o camisa 10 ganhou novos companheiros de ataque: Jô, discreto, deu lugar a Robinho, e Bernard, aprovado com louvor, foi substituído por outro jovem valor, o estreante Willian. E o atleta que surgiu no Corinthians foi um dos artilheiros da reta final da partida, marcando o quarto gol do Brasil em Miami. Antes dele, Dante, aproveitando falta cobrada por Neymar, e Maicon, concluindo jogada de Robinho e Paulinho, também furaram o bloqueio hondurenho. O placar foi fechado por Hulk, que entrou no lugar de Neymar aos 21 minutos, quando Felipão já havia se cansado de ver seu principal jogador levando sopapos e pontapés dos adversários. Além de dominar completamente o jogo, o Brasil ainda criou várias outras oportunidades de gol e chegou a acertar a trave, com Robinho – o placar foi até generoso com a tosca equipe da América Central. Ainda houve tempo para Felipão promover a estreia de Marquinhos e testar a improvisação de Luiz Gustavo como lateral-esquerdo. Ramires e Lucas Leiva também ganharam alguns minutos em campo. A avaliação contra o fraco adversário, porém, era difícil – talvez a única lição para o Brasil em Miami tenha sido que Honduras será presa fácil caso caia no grupo do Brasil no sorteio das chaves da Copa, em dezembro, na Bahia.

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