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Em Minas, Brasil tenta derrubar sina dos gigantes em casa

Itália, em 1990, e Alemanha, em 2006, caíram nas semifinais quando receberam a Copa. Última multicampeã a vencer em casa foi a própria Alemanha, há 40 anos

Por Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte - 8 jul 2014, 11h13

“Qualquer ataque que se aproxime do nosso gol será acompanhado por gritos e muita energia do público. É importante que nossos atletas saibam se concentrar”, disse o técnico da Alemanha

Quando subir ao gramado do Mineirão nesta terça-feira para enfrentar a Alemanha, o Brasil tentará quebrar uma série negativa dos gigantes dos Mundiais disputando a competição em casa. Nas duas últimas edições em que a Copa foi realizada num país multicampeão do torneio, o time da casa acabou parando nas semifinais, justamente a etapa em que a seleção brasileira encara às 17 horas (de Brasília), em Belo Horizonte. Em 2006, a tricampeã Alemanha caiu diante da Itália, 2 a 0, na prorrogação, e teve de se contentar com o terceiro lugar. Em 1990, a então tricampeã Itália foi desbancada pela� Argentina, nos pênaltis, e adiou o sonho do tetra, que viria justamente na Alemanha, dezesseis anos depois. Coincidentemente, os alemães foram os últimos membros da elite das Copas a comemorar um título em casa, há exatos quarenta anos. Desde então, Argentina e França também aproveitaram o fator casa – mas vale lembrar que elas jamais tinham sido campeãs quando festejaram seus primeiros títulos diante das próprias torcidas (em 1978 e 1998, respectivamente).

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Para o técnico Luiz Felipe Scolari, o confronto com a tradicionalíssima seleção europeia – que esteve em dezoito das vinte Copas e chegou a nada menos de treze semifinais, um recorde – não desperta nenhuma preocupação a mais por causa de seu currículo, pois o duelo estava previsto. “�Lutamos muito para chegar às semifinais, fomos crescendo de produção e agora alcançamos mais essa etapa. Para chegar à decisão, já sabíamos que teríamos pela frente ao menos uma seleção que já foi campeã do mundo. A Alemanha já estava no caminho que nossa comissão técnica vinha projetando, então já sabíamos que acabaríamos encontrando esse rival antes da final”, disse Felipão na véspera da partida. O técnico comandou o Brasil no único encontro entre as seleções em Copas, em 2002 – mas Felipão lembrou que a vitória brasileira naquela final, na conquista do penta, foi sua única em grandes torneios contra os alemães, que deram o troco quando ele foi treinador de Portugal. Felipão perdeu a decisão de terceiro lugar na Copa de 2006 e foi eliminado pelos alemães nas oitavas na Eurocopa-2008.

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Do lado alemão, a missão de jogar contra os donos da casa numa semifinal desperta ansiedade. “�O Brasil jogará empurrado pela torcida, e por isso tem certa vantagem. Mas acho que isso pode servir como uma motivação a mais para nós, já que todo o estádio estará contra a Alemanha”, afirmou o zagueiro Jerome Boateng, companheiro de Dante, provável titular do Brasil nesta terça, na defesa do Bayern de Munique. Löw, que era auxiliar do técnico Jürgen Klinsmann no comando da Alemanha na Copa de 2006, disse que se recorda bem da eliminação na semi contra os italianos. “Mas cada jogo é diferente, cada partida tem uma história, é impossível prever como será. Cada time fará seu jogo. Para nós, é um grande desafio jogar contra o país-sede, por motivos óbvios.” O treinador alemão disse que sua equipe não pode se abater com a pressão dos torcedores locais. “Qualquer ataque que se aproxime do nosso gol será acompanhado por gritos e muita energia do público. É importante que nossos atletas saibam se concentrar, continuem jogando seu jogo normalmente.”

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