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Em grande jogo, Cruzeiro arranca empate e atrapalha São Paulo

Por Da Redação 6 out 2011, 00h06

Depois de abrir o placar com Keirrison, e de o goleiro Fábio defender um pênalti cobrado por Luís Fabiano, parecia que a maré de azar do Cruzeiro iria acabar, mas o jogo desta quarta-feira diante do São Paulo teve alternâncias no placar no segundo tempo e acabou com um empate por 3 a 3, que impediu o primeiro triunfo da Raposa no returno do Brasileiro e evitou a aproximação do time do Morumbi na busca pela liderança.

O clássico entre mineiros e paulistas, na abertura da 28ª rodada do torneio nacional, foi realizado na gelada Arena do Jacaré. O resultado deixa o São Paulo com 47 pontos, três atrás do Vasco. Ainda sob o risco do rebaixamento, o Cruzeiro soma 30. Keirrison, Charles e Anselmo Ramon marcaram para a Raposa, enquanto Cícero, Dagoberto e Juan anotaram para o time do Morumbi.

Depois de algumas rodadas sem atuar, por opção tática, Vágner Mancini resolveu dar nova oportunidade para Keirrison, que não decepcionou e anotou o primeiro gol pelo Cruzeiro. No São Paulo, Adilson Batista optou por uma escalação surpreendente para o duelo contra a Raposa. Além dos suspensos Lucas e Wellington, o volante Casemiro também perdeu sua vaga no time. Com isso, Rivaldo ganhou oportunidade entre os titulares.

Na sequência do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro terá uma semana para se preparar para o duelo contra o Bahia, em Pituaçu. Já o São Paulo vai receber o Internacional, na quarta-feira da próxima semana, em partida marcada para a Arena Barueri.

O Jogo – Mesmo atuando fora de casa, o São Paulo não se intimidou e, com maior posse de bola, manteve o equilíbrio no início do jogo, não aceitando a pressão cruzeirense. Aos oito minutos, Jean teve a primeira chance de marcar em chute cruzado, que assustou o goleiro Fábio, porém, o time mineiro foi mortal no momento em que chegou ao ataque.

Aos 12, Montillo foi à linha de fundo e cruzou na medida para Keirrison, que não perdoou, e abriu os trabalhos na Arena do Jacaré, levando a torcida à loucura nas arquibancadas. O gol deu confiança para o Cruzeiro, que melhorou na partida, dando mais dinamismo ao jogo. O crescimento cruzeirense, no entanto, não diminuiu o ritmo do time do Morumbi, proporcionado assim um bom jogo na fria Sete Lagoas.

Aos 23, depois de boa troca de passes, Jean apareceu livre na direita, e soltou um petardo, que explodiu na trave do arqueiro cruzeirense. A resposta veio no minuto seguinte com o argentino Farías, que dentro da área desperdiçou uma grande oportunidade de ampliar o marcador. Aos 29, em contra-ataque em altíssima velocidade, Cícero tentou driblar Fábio e foi derrubado, o árbitro Paulo Godoy Bezerra não titubeou e marcou o pênalti.

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Na cobrança, Luís Fabiano ficou com a função normalmente desempenhada por Rogério Ceni, tentou acertar o canto esquerdo do arqueiro celeste, que se esticou todo para fazer a defesa, comemorada como um gol cruzeirense. Aos 38, Everton arriscou arremate de longa distância com a canhota e quase surpreendeu o goleiro são-paulino. Aos 43, Luís Fabiano rolou de calcanhar para Dagoberto, que encobriu Fábio, mas Everton salvou quase em cima da linha.

Na volta para a etapa complementar, o time do Morumbi adotou uma postura mais agressiva, atacando o Cruzeiro desde o início. Aos dois minutos, Cícero cobrou falta com violência, Fábio teve dificuldades, mas conseguiu fazer a defesa em dois tempos.

Com um volume de jogo maior, a equipe paulista acuou a Raposa no campo de defesa, o que irritou o técnico Vágner Mancini, que esbravejou a beira do gramado, pedindo para o time avançar as linhas de marcação. Isso aconteceu aos nove minutos com Vitor, que cruzou com perfeição para Farias desperdiçar a chance de ampliar o marcador.

Apesar do bom lance cruzeirense, a pressão do São Paulo era grande, e acabou surtindo efeito. Aos 14, Rivaldo deu ótima assistência para Cícero, que fuzilou a meta de Fábio para empatar o jogo na Arena do Jacaré. Aos 19, Dagoberto fez jogada solitária, passou como quis pelos marcadores e tocou com categoria na saída do goleiro Fábio, para virar em Sete Lagoas.

O confronto era extremamente movimentado. Aos 26, Montillo cobrou falta pela esquerda, Rogério Ceni não segurou, e no rebote, o volante Charles empatou a partida. Sem dar muito tempo para o Cruzeiro comemorar, o Tricolor chegou ao terceiro gol com Juan, que aproveitou cruzamento de Dagoberto e, de cabeça, mandou para as redes mineiras.

Aos 36, após cobrança de escanteio, Anselmo Ramon voltou a igualar o marcador em um clássico eletrizante, que premiou os quase dez mil torcedores que prestigiaram o espetáculo.Nos minutos finais, ainda houve várias chances de gol para os dois times, mas o marcador permaneceu no 3 a 3.

(Com GazetaPress)

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