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Em busca de cinturão do UFC, José Aldo vai ’furar’ quarentena para treinar

O amazonense enfrentará o americano Henry Cejudo em maio e pretende quebrar isolamento chamando outros lutadores para ajudar em sua preparação

Por Danilo Monteiro - 26 mar 2020, 16h59

O brasileiro José Aldo revelou nesta quinta-feira 26 que irá interromper a quarentena, em razão do surto mundial de coronavírus, para se preparar para o UFC 250, no dia 9 de maio, quando disputará o cinturão dos pesos-galos, até 61kg, contra o americano Henry Cejudo. Em entrevista ao site MMA Fighting, o amazonense de 33 anos contou que irá chamar até cinco lutadores para ajudá-lo a treinar.

“Vou separar um grupo de atletas, não mais do que cinco lutadores, que também estão em quarentena. Eu sei que não tenho (coronavírus), então eles podem treinador comigo. Se eles também não estiverem infectados, podemos treinar e ter contato físico. Vou treinar exclusivamente com esse grupo”, explicou o lutador brasileiro.

O planejamento de Aldo contraria as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prega o isolamento social devido à pandemia. O UFC também vai na contramão das maiores ligas e competições esportivas do mundo, que suspenderam seus jogos. A maior organização de MMA já realizou lutas de portões fechados em Brasília, no dia 14 de março. O UFC 250, porém, será disputado em São Paulo, estado que tem 862 casos da Covid-19, o maior número de infectados do Brasil, e já soma 48 das 57 mortes registradas no país.

José Aldo ressaltou que ele e seu grupo tomarão as precauções necessárias. “Todos nós estamos isolados. Quando acabar, tomaremos todas as precauções necessárias e poderemos treinar normalmente. A academia está fechada, então abriremos apenas para nosso treino, sem correr o risco de ser contaminado ou contaminar outras pessoas”, detalhou.

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São Paulo está sob quarentena e as lutas do UFC 250 correm cada vez mais risco de serem adiadas ou realocadas, algo que, segundo Aldo, não seria um problema. O amazonense, ex-campeão dos peso-pena, de 62 a 66kg, também disse ter esperanças nos cientistas para o desenvolvimento de tratamento e cura para o Covid-19.

“Penso como o Dana (White), nosso esporte será o primeiro a retornar. Ele tem um jato particular e pode levar todos ao evento. Temos seis semanas até a minha luta, teremos uma ideia melhor de como estará o mundo nesse momento e de onde vai ocorrer a luta. Espero e rezo para Deus iluminar a mente dos cientistas, para que possam achar um jeito de neutralizar o coronavírus e achar um tratamento, o mais rápido possível”, finalizou.

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