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Em Barueri, São Paulo e Inter empatam e empacam no Brasileiro

Por Da Redação 12 out 2011, 17h55

Mais de 24 mil torcedores pagaram ingressos para curtir a tarde do Dia das Crianças na Arena Barueri. Saíram do estádio sem ver gols e a maioria são-paulina ainda pôde comemorar o 0 a 0 em um jogo dominado pelo Internacional. Um dia em vão para todos, já que o resultado complica os planos dos dois times no Campeonato Brasileiro.

Com dificuldades para marcar os meias do Colorado no primeiro tempo e com sorte na reta final por causa dos erros da equipe gaúcha nas finalizações, o Tricolor até criou algumas partidas, mas, como o adversário, não fez nada suficiente para que as redes fossem balançadas neste feriado nacional.

Os comandados de Adilson Batista completam a quinta partida seguida sem vencer e pode ver o líder Corinthians, agora a três pontos, se afastar ainda mais na tabela. Já o Inter perdeu a oportunidade de se aproximar da zona de classificação para a Libertadores.

O jogo – Os dois times entraram sem surpresas, mas o São Paulo, mesmo sabendo da escalação do Inter, não conseguiu neutralizar a estratégia montada por Dorival Júnior. O treinador optou por um 4-5-1 no qual deu liberdade para D’Alessandro, Ilsinho e Andrezinho avançarem para auxiliar Dellatorre, único atacante da equipe.

Desde os primeiros minutos, o Colorado impôs um ritmo de marcação no campo do Tricolor que praticamente impedia a saída de bola dos mandantes da partida. Com dificuldades para sair centralizando, o time também mal conseguia avançar nas descidas de Jean e Juan pelas laterais.

O Tricolor, que não atuou no Morumbi porque o estádio recebe o show do guitarrista Eric Clapton na noite desta quarta-feira, realmente parecia não se sentir em casa na Arena Barueri. Tinha como alternativa apenas os contra-ataques, quase sempre inúteis porque Luis Fabiano era bem marcado.

Dono da partida, o clube porto-alegrense passou a usar a posse de bola e rodá-la de um lado a outro do campo. Seu problema era exatamente o único escalado na linha de frente. Dellatorre não se posicionava bem para receber os passes dentro da área e perdeu todas as divididas para João Filipe e Rhodolfo.

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Mesmo superior, o Inter não dava real trabalho para Rogério Ceni e viu as melhores chances do outro lado. Se Rivaldo não conseguia justificar sua presença na equipe, raramente tendo a bola nos pés para armar o ataque, os comandados de Adilson Batista contaram com a disposição de Juan para ter uma válvula de escape e assustar Muriel.

O lateral esquerdo sempre passava em velocidade e chamava Dagoberto e Cícero a participar da partida. Ambos não conseguiam dar sequência a ponto de colocar Luis Fabiano no jogo – o camisa 9 passou todo o primeiro tempo demonstrando sua irritação com os passes e opções erradas. Na única vez em que o centroavante foi acionado em condições de finalizar, cabeceou rente ao travessão após cruzamento de Dagoberto.

Na volta do intervalo, Adilson Batista conseguiu equilibrar o confronto ajustando sua marcação. Reduziu a liberdade de Wellington e abriu o volante de um lado, com Carlinhos Paraíba do outro para bloquear os avanços pelas laterais. Desta maneira, a ação ofensiva do Inter se reduziu ao talento de D’Alessandro para encontrar Dellatorre.

Na parte ofensiva, o Tricolor adiantou-se para ficar mais tempo com a bola no campo de ataque, estratégia facilitada por Dorival Júnior, que chegou a deixar o Inter sem atacantes ao trocar Dellatorre pelo lateral esquerdo Fabrício. Os gaúchos ainda ajudavam a falta de criatividade dos anfitriões com falhas.

Aos dez minutos, Bolatti deixou a bola com Luis Fabiano, que acionou Dagoberto e não houve gol por passe errado do atacante para Rivaldo. Mais tarde, os visitantes ainda permitiram uma linha de passe de cabeça que não encontrou as redes de Muriel porque Rivaldo, livre na área, conseguiu errar o gol.

Dorival corrigiu seu erro ao colocar João Paulo como referência na área. Só faltou ao atacante cacoete de centroavante para desviar toque de D’Alessandro que atravessou a linha do gol. De qualquer forma, sua presença recolocou a partida sob o comando dos colorados.

Adilson tentou renovar seu ataque e ganhou novos xingamentos ao trocar Dagoberto por Marlos, mas o máximo que conseguiu foi sorte nas finalizações erradas do Internacional, que trocou seus homens ofensivos, mas não conseguiu colocar seu domínio em campo no placar.

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