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Em 2012, FPF quer adotar espírito de liderança nos árbitros

Por Da Redação - 13 jan 2012, 15h42

A evolução psicológica está entre as prioridades da Federação Paulista de Futebol (FPF) no trabalho com os árbitros. O tenente-coronel Marcos Marinho, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, assegura que começou a implantar uma filosofia de liderança nos apitadores para combater as armadilhas de um esporte em que simulações e pressões viraram situações corriqueiras.

‘Um bom árbitro precisa ter qualidade técnica, preparação física, mas precisa ser um líder’, define Marcos Marinho. ‘Acho que a evolução robotizou um pouco a arbitragem, queremos que tenham também criatividade e inteligência’, emenda.

Os árbitros selecionados para trabalhar no Campeonato Paulista têm sido preparados desde o mês de setembro. O trabalho psicológico consiste em apresentar dicas para a melhora de gestos, comunicação corporal everbalização.

Marcos Marinho exalta a estrutura de preparação da FPF, mas promete ser duro na avaliação de erros. Portanto, os árbitros que não agradarem ao chefe da arbitragem paulista correm o risco de sofrer uma geladeira durante a temporada.

‘O problema não é errar um pênalti, mas vamos cobrar critérios, não adianta marcar um lance e, logo depois, em uma situação semelhante, deixar passar’, avisou. ‘Aquele que não tiver o nível de desempenho que esperamos vai embora, tchau!’, emendou.

Em 2012, a ideia da Federação Paulista é abrir espaço para ‘três ou quatro’ árbitros da nova geração em partidas com peso maior. Já na fase final serão priorizados os mais experientes. Ainda assim, Marcos Marinho avisa que irá seguir com a rotatividade de todos os apitadores.

‘Aqui, ninguém pode negar escala, se for escolhido para apitar Palmeiras x Corinthians ou uma partida amadora, essa é a minha forma de trabalhar’, encerrou o exigente Marcos Marinho.

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