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Eleito o melhor do torneio, Assunção elogia grupo sem ‘trairagem’

Marcos Assunção não marcou nenhum dos três gols do Palmeiras nas duas decisões da Copa do Brasil, mas participou de todos. E a importância do camisa 20 foi reconhecida ao final, quando o elegeram o melhor jogador da competição.

‘Se me deram , acho que foi merecido, devido ao meu trabalho e tudo o que eu fiz. Sou um cara honesto, independentemente de bom ou mau jogador. Com 36 anos, ganhar um troféu como este em uma competição tão importante é para ficar feliz’, admitiu.

Assunção chegou a ficar fora do duelo de volta da semifinal com o Grêmio, por conta de contusão. Mas se recuperou a tempo de levantar para a área em lance que Betinho sofreu pênalti convertido por Valdivia e cobrar falta para gol de cabeça de Thiago Heleno, na primeira decisão, na Arena Barueri. Nesta quarta-feira, no Couto Pereira, ele contribuiu com nova assistência e, capitão do time, foi o responsável por levantar a taça que o Palmeiras não conquistava há 14 anos.

‘É muito importante por tudo o que o Palmeiras representa, pelo tempo que ficou sem ganhar e por meu filho torcer por este clube. Com três anos, ele canta o hino. Ver esta torcida feliz é o que me faz dedicar mais a cada dia’, emocionou-se. Destaque individual, Assunção fez questão de dividir os méritos com os companheiros. ‘Este é o melhor grupo com o qual trabalhei na minha vida, porque não tem trairagem e nem estrelismo’, garantiu.

Toda a emoção pelo título pode contagiar Assunção para que mude de ideia em relação a se aposentar ao final do ano. Nesta quinta-feira, no desembarque em São Paulo e nas comemorações pela cidade, o volante já ouviu pedidos da torcida e de Valdivia para alongar sua carreira.

‘Vamos com calma. Temos ainda o final do ano para conversar, independentemente de título ou não. Cumpri o que eu queria, que era dar um troféu para esta torcida.Agora, se eu parar amanhã, não devo nada a ninguém’, celebrou o campeão Marcos Assunção.