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Edinho, filho de Pelé, assume cargo no Santos após deixar prisão

Ex-goleiro será coordenador técnico e de desenvolvimento, com ênfase nas categorias de base

Por Estadão Conteúdo - 1 nov 2019, 12h47

O ex-goleiro Edinho foi anunciado nesta sexta-feira 1º como coordenador técnico e de desenvolvimento do Santos, pouco mais de um mês depois de deixar a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo. O filho de Pelé cumpre pena de 12 anos, agora em regime aberto, pelo crime de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de entorpecentes.

Por meio de nota, o Santos informou que o ex-jogador de 49 anos “atuará em parceria com o também coordenador técnico e desenvolvimento Renato (ex-volante do time da Vila Belmiro), que tem ênfase também no futebol profissional”. “Desejamos boa sorte neste novo desafio”, encerrou o clube.

Tendo em vista a situação de Edinho e pela própria gratidão que o Santos tem com Pelé, o presidente José Carlos Peres já vinha analisando a possibilidade de dar um emprego ao filho do rei.

Edson Cholbi Nascimento atuou como goleiro do Santos durante a década de 1990 – foi titular na campanha do vice-campeonato do Brasileirão em 1995 –, e também teve passagens por Portuguesa Santista, São Caetano e Ponte Preta. Depois, como treinador, esteve à frente de Mogi Mirim, Água Santa e Tricordiano, entre 2015 e 2017. O último destes clubes é da cidade de Três Corações (MG), onde seu pai nasceu.

De volta ao Santos, Edinho foi contratado pelo clube depois de ter ganho na Justiça, no último dia 25 de setembro, o direito de progressão para o regime aberto. Desde junho de 2018, o ex-jogador já estava em regime semiaberto, com direito a trabalhar e estudar fora da cadeia.

O ex-goleiro estava preso a Penitenciária II de Tremembé, no interior de São Paulo, e chegou a ser condenado a 33 anos de reclusão, mas teve a pena reduzida, em fevereiro de 2017, para 12 anos e 11 meses. Antes de ganhar liberdade em setembro, ele cumpria pena desde 2005, mas neste período deixou a cadeia algumas vezes por força de habeas corpus para aguardar em liberdade o julgamento dos recursos apresentados pelos seus advogados. O seu último retorno à prisão em meio às decisões da Justiça havia ocorrido no início de 2017.

Quando liberou o ex-jogador para o regime aberto, a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté (SP), levou em conta o resultado de um exame criminológico que o considerou apto a retornar para o convívio social fora da prisão. E o direito a este tipo de regime fora da cadeia estava condicionado também à exigência de que o condenado obtivesse uma ocupação lícita em até 30 dias, tivesse residência fixa onde pudesse ser encontrado das 20h às 6h da manhã e se mantivesse distante de bares e casas de jogos.

 

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