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Ecclestone garante que Bahrein segue no calendário da F1

As equipes insistem no cancelamento da prova por causa de conflitos no país

“A corrida está no calendário. A menos que fique revogada pela autoridade nacional esportiva do país, nós estaremos lá”, avisou

O chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou nesta quinta-feira, em Xangai, na China, que o GP do Bahrein, marcado para o próximo dia 22, continua no calendário da Fórmula 1 e será realizado normalmente, a não ser que autoridades locais decidam cancelar a corrida. A pressão para a prova ser cancelada pelo segundo ano consecutivo cresceu nos últimos dias por causa dos seguidos conflitos entre forças de segurança e manifestantes que são contra o atual regime governamental do país. Os confrontos já deixaram ao menos 50 pessoas mortas no Bahrein.

Ecclestone, porém, disse nesta quinta, em meio aos preparativos para o GP da China, que os planos para a prova do Bahrein não mudaram. “A corrida está no calendário. A menos que fique revogada pela autoridade nacional esportiva do país, nós estaremos lá”, avisou. O dirigente maior da categoria planeja se encontrar com representantes das equipes da F1 nesta sexta-feira para novas discussões, mas salientou que elas não deverão mudar a atual situação da prova. “Eu não vejo qualquer diferença entre aqui (China) e o Bahrein”, afirmou, para depois completar: “É a mesma coisa. É outra corrida do calendário”.

Tabela e classificação: a disputa pelo título mundial da Fórmula 1 em 2012

Controvérsia – Os líderes sunitas do Bahrein e os organizadores da corrida do próximo dia 22 continuam comprometidos a seguir com os preparativos da quarta etapa do Mundial de F1. Na última terça, o chefe-executivo do circuito local, Zayed Al Zayani, afirmou que grupos extremistas estão usando “táticas alarmistas” para valorizar a agitação política no país e causar o cancelamento da corrida. Nesta quinta-feira, os pilotos que deram entrevistas no circuito de Xangai evitaram falar sobre a polêmica envolvendo a realização do GP do Bahrein. A maioria deles se limitou a dizer que a prova segue no calendário da F1.

Entre eles, o bicampeão mundial Sebastian Vettel pediu que os jornalistas evitassem perguntas sobre o assunto e questionassem pessoas do paddock, ou seja, os dirigentes. “Talvez eu não tenha assistido TV o suficiente”, disse o alemão da Red Bull, admitindo não estar informado como deveria para discutir sobre os problemas políticos do Bahrein. No ano passado, o GP do Bahrein abriria a temporada de 2011 da Fórmula 1, mas acabou sendo cancelado por causa da onda de protestos e pela revolta civil que segue abalando o país. Com isso, o campeonato anterior da categoria só foi começar no final de março, na Austrália.

(Com Agência Estado)