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E Simeone, quem diria, foi bom perdedor: ‘O futebol é lindo’

O técnico argentino do Atlético de Madri diz que não sente tristeza pelo título que escapou por questão de minutos: 'É assim no futebol e também na vida'

O Simeone versão “livro de autoajuda” disse ainda que não sente tristeza, “mas sim amargura, por não ter conseguido o que esperava”. “Mas não há motivo para queixas”

A virada do Real Madrid sobre o Atlético de Madri na final da Liga dos Campeões, neste sábado, no Estádio da Luz, em Lisboa, não foi o único milagre da noite. Um ex-volante argentino que era famoso por fazer de tudo para vencer – inclusive distribuir botinadas e catimbar descaradamente – transformou-se num técnico respeitoso e ponderado. Quem vê o argentino Diego Simeone pulando e gritando com seus jogadores durante os 90 minutos de partida imagina que uma derrota como a deste sábado, em que o time estava a menos de dois minutos de ser campeão europeu, levou o treinador à loucura, com direito a um ataque de fúria no vestiário. Nada disso. Simeone abraçou a todos e disse que o desfecho da final “não merece uma lágrima sequer” dos seus comandados.

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“Temos todos os motivos para sair de cabeça erguida”, avisou, pouco antes de filosofar: “O futebol é lindo por isso. Às vezes dizem que ganhar é só o que importa, mas o aplauso da nossa torcida depois do jogo mostrou que nem sempre é assim. É do jogo, podemos ganhar ou perder. É assim no futebol e na vida: podemos ter tudo tudo e também não ter nada. Mas é preciso sempre seguir adiante.” O Simeone versão “livro de autoajuda” disse ainda que não sente tristeza, “mas sim amargura, por não ter conseguido o que esperava”. “Mas não há motivo para queixas. Que todos fiquem orgulhosos da extraordinária temporada que fez o Atlético. Queremos continuar incomodando os outros na temporada que vem.” Simeone deu nota 9,5 ao seu time antes das férias. “O meio ponto que falta, todos sabem qual foi”, disse, sorrindo.

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2013: Bayern

Depois de perder duas decisões em três anos – uma delas, em seu próprio estádio -, o Bayern não deixou passar a terceira oportunidade de levantar a taça. Em um clássico alemão, a equipe de Munique derrotou o Borussia por 2 a 1 no Estádio de Wembley.

2012: Chelsea

A equipe londrina surpreendeu e conquistou seu primeiro título contra o Bayern de Munique, na casa do adversário, a Allianz Arena. Didier Drogba foi o grande destaque da final, que foi decidida nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 no tempo normal.

2011: Barcelona

Com Messi inspirado e com Pep Guardiola como técnico, o Barça foi campeão no Estádio de Wembley, em Londres, fazendo 3 a 1 no Manchester United. O jogo é considerado uma das melhores da fase de ouro da equipe catalã sob o comando de Guardiola.

2010: Internazionale

O argentino Milito foi o destaque na vitória da equipe italiana sobre o Bayern, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri – fez os dois gols na vitória por 2 a 0 e deu à Inter de Milão um título que não conquistava desde a década de 1960. Mourinho era o técnico.

2009: Barcelona

Eto’o e Messi marcaram os gols da vitória catalã no Estádio Olímpico de Roma, contra o Manchester United de sir Alex Ferguson e da dupla de ataque formada por Rooney e Cristiano Ronaldo. Foi o terceiro título do torneio continental para o Barça.

2008: Manchester United

Na final entre os ingleses, a equipe de Alex Ferguson levou a melhor sobre o Chelsea, no Estádio Luzhniki, em Moscou. No tempo normal, Cristiano Ronaldo abriu o placar e Lampard empatou. Na cobrança de pênaltis, Anelka perdeu e o United comemorou.

2007: Milan

Com grandes atuações de Kaká e Inzaghi, a equipe italiana se vingou da derrota para o Liverpool na final de 2005. A decisão disputada no Estádio Olímpico de Atenas foi totalmente dominada pelo Milan, que conquistou seu sétimo título da Liga dos Campeões.

2006: Barcelona

Com Ronaldinho Gaúcho em grande fase, o Barça era favorito contra o Arsenal no Stade de France, em Paris. Os ingleses saíram na frente com Campbell, mas os catalães viraram com gols de Eto’o e do brasileiro Belletti. Foi o bicampeonato do Barcelona.

2005: Liverpool

Uma das maiores surpresas da história do torneio – não pela vitória da equipe inglesa, clube tradicional na competição, mas sim pela recuperação histórica. O Milan vencia por 3 a 0 no intervalo em Istambul. O Liverpool buscou o empate e venceu nos pênaltis.

2004: Porto

Carlos Alberto e Deco estavam entre os destaques da jovem equipe do Porto treinada por um então desconhecido, José Mourinho. Do outro lado estava outra zebra, o Monaco. A final, disputada em Gelsenkirchen, terminou com vitória dos portugueses, 3 a 0.

2003: Milan

A final entre dois italianos no estádio Old Trafford, em Manchester, foi marcada pelo enorme equilíbrio. Milan e Juventus ficaram no 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. Na disputa por pênaltis, Dida defendeu três cobranças e Shevchenko selou a vitória do Milan.

2000: Real Madrid x Valencia

2003: Milan x Juventus

2008: Manchester United x Chelsea