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Dupla com Neymar? Eto’o pode pegar 10 anos de prisão

Atacante camaronês é acusado de ter sonegado 3,5 milhões de euros em impostos. Ele culpa o ex-agente

Por da redação Atualizado em 24 nov 2016, 09h35 - Publicado em 24 nov 2016, 09h27

Um dia depois de a Promotoria da Espanha pedir dois anos de prisão para Neymar, outro famoso atacante se viu em um problema ainda maior com a Justiça espanhola: o camaronês Samuel Eto’o, histórico jogador do Barcelona, também foi acusado de crimes fiscais e pode parar na cadeia. Nesta quinta-feira, a promotoria do país pediu pena de 10 anos e meio de prisão a Eto’o por sonegar quase 3,5 milhões de euros (12,5 milhões de reais) entre 2006 e 2009, período em que atuou pelo clube catalão.

Segundo informações do jornal El País, a promotoria pediu a mesma pena ao ex-agente de Eto’o, Josep Maria Mesalles. Os dois são acusados de cometer quatro crimes fiscais e, além da pena de dez anos e meio, podem ter que pagar 14 milhões de euros de multa. O caso de Eto’o é semelhante a acusações contra Neymar, Lionel Messi, Javier Mascherano e o ex-tenista brasileiro Gustavo Kuerten, pois se refere ao tributo sobre direitos de imagem dos esportistas.

  • Samuel Eto'o, jogador do Antalyaspor
    Samuel Eto’o, atuando pelo turco Antalyaspor Twitter/Reprodução

    Eto’o foi um dos primeiros atletas a ser enquadrado pela Agência Tributária espanhola. Em 2012, a Fazenda do país descobriu que o camaronês utilizou duas empresas, uma espanhola e outra húngara, para gerir seus rendimentos em direito de imagem.

    Com essa “artimanha”, informou a Promotoria, ele sonegou o valor que recebia da marca Puma – que deveria ser pago como pessoa física, como alíquota de 45%, na época. A fornecedora alemã pagava a Eto’o entre 1,5 e 3 milhões de euros por temporada.

    A pena imposta a Eto’o é mais rigorosa, pois, ao contrário da maioria dos atletas, como Neymar, o atacante camaronês de 35 anos se negou a devolver o valor supostamente sonegado à Justiça espanhola. Hoje atuando pelo Antalyaspor, da Turquia, Eto’o se defende das acusações dizendo que foi vítima de um “assessoramento desleal e fraudulento” de seu ex-agente, que “cuidava de tudo”.

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