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Dunga justifica convocação de novatos: técnica e gol

Roberto Firmino, Douglas Costa e Luiz Adriano são as novidades para o ataque da seleção. Volante Casemiro e o goleiro Neto também foram surpresas

Por Da Redação 23 out 2014, 14h37

A CBF resolveu não convocar atletas que atuam em clubes brasileiros e, com isso, o técnico Dunga buscou alternativas para Jefferson, Robinho, Diego Tardelli, Elias e outros jogadores convocados para os últimos amistosos. Nesta quinta-feira, Dunga explicou os motivos que o levaram a chamar quatro novatos – o volante Casemiro (Porto), o meia Roberto Firmino (Hoffenheim) e os atacantes Luiz Adriano e Douglas Costa (ambos do Shakhtar Donetsk) – para os amistosos contra Turquia e Áustria, em 12 e 18 de novembro. Segundo Dunga, estes atletas têm o principal requisito exigido pela comissão – a qualidade técnica – e ainda bom faro de gol. Além deles, Dunga promoveu o retorno de Neto, goleiro da Fiorentina que não era convocado desde 2012, quando Mano Menezes testava a seleção olímpica.

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A principal surpresa da lista foi o meia Roberto Firmino, camisa 10 do Hoffenheim, da Alemanha, clube que defende desde 2011. “O Firmino é um jogador de ótima qualidade técnica, rápido, boa conclusão, vê muito bem o gol adversário. Está acostumado a jogar em um campeonato de força física, mas sua maior qualidade é fazer gol e o que temos priorizado é a qualidade técnica.” Apesar de atuar como meia, o jogador que se profissionalizou pelo Figueirense, em 2009, marcou 16 gols na última edição da liga alemã. Como na primeira vez em que treinou a seleção, Dunga voltou a valorizar atletas que se destacam em ligas menores. Desta vez, chamou Douglas Costa e Luiz Adriano, dois atacantes do Shakhtar Donetsk, clube da Ucrânia que mudou sua sede por causa dos conflitos políticos do país.

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Após anunciar a convocação, Dunga comentou a escolha por Luiz Adriano, atacante revelado no Inter, que igualou o recorde de Lionel Messi ao marcar cinco gols em uma mesma partida de Liga dos Campeões, na terça-feira, diante do Bate Borisov, na Bielorrússia. “Temos de criar alternativas de jogo, não só uma forma ou um sistema. O Luiz Adriano despontou no Inter e está jogando há um bom tempo em um país complicado, em que neva oito meses por ano. Ele se manteve lá por sete anos, sempre sendo artilheiro, com um bom rendimento em Liga dos Campeões. Por isso foi chamado.”

Dunga falou também sobre o retorno de Lucas Moura, do PSG, que ficou fora da Copa do Mundo, e tem feito boas atuações pelo clube francês. “O Lucas teve uma oportunidade, assim como todos vão receber, de acordo com o rendimento em seus clubes. Para chegar à seleção, o atleta tem de jogar com os pés e não com a boca.” Por fim, o treinador não quis papo sobre a ausência de Hulk. “Desculpem-me, mas não falo sobre jogadores que não estão convocados.”

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