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Doping de Cielo e desempenho de Lochte são os destaques da natação em 2011

Por Da Redação 22 dez 2011, 17h16

Madri, 22 dez (EFE).- O americano Ryan Lochte tomou o lugar de seu compatriota Michael Phelps à frente da natação mundial em 2011, em um ano em que o destaque para os brasileiros foi o doping do astro César Cielo, recordista mundial dos 50 e dos 100 metros livre.

No Mundial de Xangai, Lochte subiu cinco vezes ao lugar mais alto do pódio e bateu um dos dois recordes mundiais do ano, o dos 200 livre. As quebras diminuíram desde 2010, quando foi proibido o uso dos chamados supermaiôs.

O nadador de Nova York conquistou os 200 e 400 metros medley, os 200 metros livre, os 200 costas e 4×200 livre.

Já seu compatriota Michael Phelps, que dominava a natação mundial desde 2003 e tem em seu histórico oito medalhas douradas em uma mesma edição dos Jogos Olímpicos – em Pequim-2008 -, além de outras oito em Atenas-2004, conseguiu sete medalhas em Xangai, entre elas quatro de ouro, duas delas em provas de revezamento.

O atleta de Baltimore venceu os 100 e 200 metros borboleta, e nos revezamentos 4×100 metros medley e 4×200 metros livre e foi prata nos 200 metros livre e nos 200 metros medley e bronze no 4×100 metros livre.

O outro recorde do mundo que caiu foi o dos 1.500 metros, que estava desde 2001 em poder do australiano Grant Hackett e que foi batido pelo chinês Sun Yang, com um tempo de 14min34s14.

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Já Cielo brilhou no Mundial de Xangai com duas medalhas de ouro, nos 50 metros borboleta e nos 50 metros livre, mas decepcionou nos 100 metros livre, em que ficou apenas na quarta posição. Os dois títulos serviram para esquecer, ou pelo menos atenuar, o caso de doping no qual esteve envolvido em maio.

Em exame realizado durante a disputa do Troféu Maria Lenk, em maio deste ano, o brasileiro e mais três compatriotas – Henrique Barbosa, Nicholas dos Santos e Vinícius Waked – deram positivo para furosemida, um diurético proibido.

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) decidiu apenas adverti-los, mas a Federação Internacional de Natação (Fina) recorreu da decisão junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que, por sua vez, manteve a advertência. A exceção foi Waked, que foi suspenso por um ano por ser reincidente.

Além das duas medalhas de Cielo, o Brasil conquistou outros dois ouros, com Ana Marcela Cunha (maratona de 25 quilômetros) e Felipe França (50 metros peito), e ficou com o quarto lugar no quadro de medalhas.

Outro brasileiro que obteve destaque em 2011 foi Thiago Pereira, que se tornou o recordista nacional de medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos. Em Guadalajara, ele venceu seis provas e chegou a 12 conquista no total, ultrapassando o mesatenista Hugo Hoyama, que tem dez.

Já César Cielo levou a melhor nos 50 e 100 livre e nos revezamentos 4×100 livre e 4×100 medley, os três primeiros com recorde da competição. Ao todo, foram 25 medelhas para o país na modalidade, sendo dez delas de ouro. EFE

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