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Dois anos depois, Kaká retorna à seleção para amistosos

O meia de 30 anos está na lista anunciada por Mano Menezes nesta quinta. Seu último jogo foi a eliminação na Copa de 2010. O Brasil enfrentará Japão e Iraque

Os convocados para a seleção

GOLEIROS

Diego Alves (Valencia), Victor (Atlético-MG), Jéfferson (Botafogo)

LATERAIS

Daniel Alves (Barcelona), Marcelo (Real Madrid), Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto)

ZAGUEIROS

David Luiz (Chelsea), Thiago Silva (PSG), Dedé (Vasco), Leandro Castán (Roma)

VOLANTES

Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham), Paulinho (Corinthians), Fernando (Grêmio)

MEIAS

Kaká (Real Madrid), Oscar (Chelsea), Thiago Neves (Fluminense), Giuliano (Dnipro)

ATACANTES

Neymar (Santos), Lucas (São Paulo), Leandro Damião (Internacional), Hulk (Zenit)

Foram dois anos de ausência, desde o jogo em que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, nas quartas de final, contra a Holanda. Nesta quinta-feira, porém, o meia Kaká, de 30 anos, do Real Madrid, campeão mundial com a seleção em 2002, voltou a ser convocado para a equipe nacional. Ele integra a lista de convocados do técnico Mano Menezes para os dois amistosos de outubro, contra Iraque e Japão, ambos disputados na Europa. Mano já vinha dando pistas de que pretendia dar mais experiência à equipe – e Kaká, recuperado de seus problemas físicos, ganhou uma nova chance no time, mesmo tendo poucas oportunidades de jogar pelo Real. Na lista divulgada pela CBF, a base da equipe foi mantida – a única novidade é a presença de Leandro Castán, zagueiro que conquistou a Libertadores pelo Corinthians e hoje defende a Roma. Preocupado em não provocar um desequilíbrio no Campeonato Brasileiro em função de sua convocação – os atletas chamados perderão três rodadas da competição -, Mano não chamou mais de um atleta de cada equipe brasileira presente na relação. Com isso, ele espera aplacar a irritação dos clubes e torcedores.

“Limitamos o chamado a um jogador por clube e pensamos que isso é o que podemos fazer para evitar maior prejuízo para os clubes”, explicou Mano, sobre a expectativa das equipes em relação aos desfalques para o Brasileirão. “Para novembro, provavelmente não faremos convocação de nenhum atleta em atividade no país”, disse ele em referência aos amistosos previstos para o mês em que o Brasileirão estará na reta final. Sobre a volta de Kaká, Mano se disse otimista e revelou que vinha planejando esse retorno havia muito tempo. “O nível que ele vem apresentando faz com que a gente crie uma boa expectativa”, avisou, já confirmando o jogador entre os titulares em pelo menos um dos amistosos. Questionado sobre se Kaká poderia jogar ao lado de Oscar, atual titular da camisa 10, Mano prometeu experimentar essa formação contra Iraque ou Japão. “Quem passa pelo que Kaká passou começa a se reinventar como jogador de futebol”, relembrou, em referência aos graves problemas físicos do jogador. “Ele vem treinando e trabalhando numa posição mais adiantada no campo. Não é exatamente a mesma função que o Oscar faz na seleção brasileira hoje. É isso que vamos ver, com os dois juntos em campo, em pelo menos um dos dois jogos.”

Confiança – Mano também se mostrou aliviado com a boa condição física do atleta, o que enfim possibilitou que ele tivesse uma chance – na quarta-feira, ele jogou normalmente e marcou três gols num amistoso do Real. “Já tinha dito que seria importante ele fazer uma boa pré-temporada para entrar bem neste ano, que será determinante para ele na seleção.” Mano admitiu que Kaká pode ser importante para dar experiência à equipe, mas disse que não quer colocar o peso exclusivamente sobre os ombros de um atleta. “Não deve recair sobre apenas um ou outro jogador a responsabilidade de ter fazer esse trabalho de liderança. Deve ser função de vários. O Kaká pode ser um desses jogadores. É importante ter jogadores com a trajetória que ele tem.” Ao falar sobre a outra novidade da lista, o zagueiro Castán, o técnico da seleção também mostrou bastante confiança, ressaltando que o jogador chegou ao Corinthians por indicação sua. “Ele veio crescendo, se afirmou, fez uma temporada muito boa antes de ir para a Europa e vem mantendo esse nível ao jogar lá.”

Diante das dúvidas sobre a qualidade dos próximos oponentes, o treinador voltou a lamentar a falta de partidas contra equipes tradicionais, mas avisou que tentará aproveitar os amistosos de outubro mesmo assim. “Vamos fazer o nosso melhor, independente do adversário que teremos pela frente.” Se numa entrevista coletiva recente o técnico se mostrou incomodado com as cobranças da torcida, desta vez ele garantiu estar tranquilo no cargo, mesmo com algumas apresentações pouco convincentes (confira no quadro abaixo). “Em alguns momentos a pressão é exagerada, mas não sobre o técnico, sobre a seleção como um todo. Com um pouco de calma e um pouco de compreensão, certamente estaremos cada vez melhores”, disse, pedindo paciência ao torcedor. “Não posso fugir da responsabilidade. Quando cheguei aqui, falei o que queria fazer. Quando prometemos algo grande, a cobrança será grande também. Mas o mais importante é manter uma convicção. Os números estão aí. A seleção vem se reafirmando em cima de resultados. Não peço garantias. Sei o que é preciso fazer para continuar até a Copa do Mundo.

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