Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Djokovic fala a VEJA: ‘Não sabíamos o que o amanhã nos traria’

Em entrevista exclusiva, o tenista número 1 do mundo relembra as dificuldades de ter crescido na Sérvia em meio aos horrores da guerra

Por Alexandre Salvador Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 4 jun 2024, 21h53 - Publicado em 31 jul 2016, 08h20

Como dedicar atenção ao torneio olímpico numa temporada tão concorrida da ATP? A Olimpíada é o evento mais renomado da história do esporte. Acontece apenas a cada quatro anos e, por isso, estará sempre na minha lista de prioridades. Ficarei muito honrado e me sentindo um privilegiado por representar a Sérvia.

Você sente que, graças ao seu sucesso, os sérvios podem agora se orgulhar abertamente de sua nacionalidade? As feridas da guerra ainda estão cicatrizando, mas não consigo odiar alguém por sua etnia. Tenho a sorte de ter tido meus pais e pessoas próximas como mentores, que me ensinaram a perdoar, a sempre ver o melhor em cada um. A geração mais nova está seguindo em frente, pois percebeu que da guerra ninguém sai vencedor. Fico contente em ouvir que muitos dos sérvios se sentem orgulhosos de seu país por eu ser quem sou e pelo que conquistei. Eles são o meu povo, e sei muito bem os tempos difíceis pelos quais passaram.

Que responsabilidade, não? Sim. Sempre quis estar na posição de ter influência suficiente para provocar uma mudança. De inspirar as pessoas, especialmente as crianças, a querer ter sucesso na vida, no esporte. Então me sinto grato por ter tido essa oportunidade.

Ser criado em meio ao terror da guerra teve que tipo de influência em sua carreira? Isso me tornou mais calejado. Definitivamente, fui criado em circunstâncias muito diferentes das vividas por meus colegas esportistas. Os problemas ajudaram a moldar o jogador que sou hoje, a desenvolver a força do meu caráter. Ao olhar para trás, é lógico que escolheria não passar por aquelas situações novamente, mas eram parte da vida que tínhamos de aceitar.

Continua após a publicidade

Você pode dar um exemplo? Comemorar meu aniversário de 12 anos em Belgrado com aviões militares sobrevoando a cidade. Isso nos fazia sentir tão indefesos, não sabíamos se seríamos bombardeados ou não. Esse cenário perdurou por dois meses e meio. Não sabíamos o que o amanhã nos traria. Tínhamos de acordar bem cedo para pegar a fila do pão e do leite, devido ao embargo. Ou seja, muitas situações políticas, econômicas adversas e de risco de vida. No fim das contas, saímos dessa experiência unidos e mais fortes como povo. Se passamos por isso, conseguimos sobreviver a qualquer coisa.

Para ler o perfil completo de Djokovic, compre VEJA nas bancas ou na App Store e Google Play 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.