Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Dirigente espanhol diz que o maior problema no Rio é o transporte

Alejandro Blanco, chefe do Comitê Olímpico Espanhol, dispensou outros problemas e destacou a locomoção dos atletas como a principal dificuldade nos Jogos

Por Da redação - 4 ago 2016, 15h50

O presidente do Comitê Olímpico Espanhol (COE), Alejandro Blanco, preferiu deixar o zika vírus ou a violência de lado e destacar outro problema de planejamento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro: o transporte. De acordo com relatos à imprensa espanhola no Instituto Cervantes, na capital carioca, as dificuldades de locomoção são “o problema mais importante” da organização da Rio-2016.

Segundo Blanco, alguns esportistas espanhóis demoraram mais de duas horas para voltar dos locais de treinamento à Vila Olímpica, localizada na Barra da Tijuca. “O problema aqui não é o zika nem as outras coisas que todos têm dito. O problema real é o transporte. Não é possível que os competidores fiquem quatro horas nos ônibus, isso deve ser corrigido. Espero que até a abertura oficial algo seja feito para melhorar”, disse o dirigente espanhol de 65 anos.

Pessoas atravessam a rua em frente a um VLT no centro do Rio de Janeiro
Pessoas atravessam a rua em frente a um VLT no centro do Rio de Janeiro Yasuyoshi Chiba/AFP

Leia também:
Vila recebe 600 trabalhadores para ‘força tarefa’
Austrália reclama de estrutura e abandona a Vila Olímpica

Austrália rebate Paes: ‘Precisamos de encanadores, não cangurus’

Vila Olímpica – Quanto às instalações e acomodações dos atletas, Alejandro Blanco não poupou elogios: “É uma das melhores Vilas de toda a história. São 16 mil esportistas aqui e, em geral, todos estão encantados”, pontuou Blanco. Ao chegar ao Rio de Janeiro, a principal tenista espanhola, Garbiñe Muguruza, também se impressionou com a Vila. “Foi tudo intenso. Cheguei há algumas horas. Fiquei muito impressionada com a Vila, não esperava que fosse tão grande. Estou ansiosa por competir e animada por participar das modalidades possíveis”, afirmou a atual quarta colocada do ranking mundial feminino.

(Com Gazeta Press)

Publicidade