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Dirigente do Nueva Chicago afirma que foi ameaçado de morte por torcedores

Por Da Redação - 19 jan 2012, 15h50

Buenos Aires, 19 jan (EFE).- O presidente do clube argentino Nueva Chicago, Antonio Fusca, garantiu nesta quinta-feira que recebeu ameaças de morte depois da briga entre duas ‘barras bravas’, que resultou na morte de um torcedor de 27 anos.

Os torcedores disseram que ‘iam me matar e matar a minha família’, disse às rádios locais o diretor do clube.

Agustín Rodríguez, de 27 anos, foi assassinado nesta quarta-feira com golpes na cabeça, no meio de uma briga entre duas facções do time na sede do clube, no bairro portenho de Matadouros.

O crime resultou depois em uma desordem no hospital público Santojanni, onde foi internado com ferimentos o paraguaio Aldo Barralda, a quem outros torcedores violentos tinham ido ‘buscar’ para vingar a morte de seu companheiro, informaram fontes do hospital.

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Fusca, que assumiu a Presidência de Nueva Chicago há um mês, tinha combinado um encontro nesta quarta-feira com as duas torcidas para ‘evitar futuros inconvenientes nos tribunas’, mas os torcedores acabaram se enfrentando.

A briga começou aparentemente no setor das piscinas da sede do clube e continuou nas imediações do local com socos e pauladas.

‘Alguns eram do grupo ‘Las Antenas’ e outros de ‘Los Perales’. Um dos jovens tentou correr, mas acabou sendo pego e recebeu pauladas na cabeça até morrer’, assinalaram fontes policiais à imprensa.

Após o confronto, Barralda, líder da facção ‘Las Antenas’, chegou ao hospital Santojanni ferido, e pouco depois os membros dos ‘Perales’ apareceram no local para ‘vingar’ a morte de Rodríguez.

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Barralda ‘se salvou por um milagre, porque o centro de saúde se transformou em um campo de batalha’ entre os torcedores das duas facções, relatou nesta quinta-feira o presidente da Associação de Médicos do Hospital, Marcelo Struminger, às rádios locais.

Para evitar novos incidentes, soldados da Polícia Federal estão monitorando a entrada de pessoas ao hospital.

Mais de 220 pessoas já perderam a vida em situações deste tipo nos estádios, mas a morte de Rodríguez, decorrente da violência do futebol na Argentina, foi a primeira registrada em 2012.

Em Nueva Chicago este não foi o primeiro caso. Em 2007 a cidade protagonizou episódios parecidos, quando um torcedor do Tigre foi assassinado depois de um jogo que confirmou o rebaixamento do clube portenho à segunda divisão. EFE

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