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Diplomáticos, ingleses elogiam Manaus e palco da estreia

Depois do mal-estar do sorteio dos grupos, o técnico Roy Hodgson e o capitão Steven Gerrard evitam críticas à capital amazonense, onde foram bem recebidos

O técnico contou que a delegação foi a um shopping da cidade e teve de desistir do passeio – não porque os atletas foram hostilizados, mas sim porque o assédio foi tão grande que a seleção inglesa precisou retornar ao hotel

A Inglaterra, quem diria, está em casa em Manaus. Depois de lidar com uma controvérsia surgida ainda no ano passado, quando o técnico Roy Hodgson disse, às vésperas do sorteio dos grupos, que torcia para não cair num grupo que o levasse à capital do Amazonas, a seleção inglesa acredita que o episódio – que acabou tendo um repercussão muito maior do que merecia, também em função da reação exagerada das autoridades amazonenses – está superado há tempos. Nesta sexta-feira, na Arena da Amazônia, palco do jogo de sábado contra a Itália, o treinador inglês se disse impressionado com a acolhida recebida na cidade – fato que ele enxerga como uma prova definitiva de que toda a confusão surgida depois de sua declaração sobre Manaus já está no passado, definitivamente. “Esse assunto já foi enterrado há meses”, disse Hodgson, sem mostrar nenhuma preocupação com o caso. “Desde aquela frase, eu visitei Manaus, conversei com o prefeito e resolvi tudo. E a recepção que tivemos do povo aqui foi inacreditável. Não temos medo algum aqui. Se houve algum tipo de dano em função do que eu disse, ele já foi revertido há muito tempo. Acredito que teremos bastante apoio do público local na partida de sábado.”

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O técnico contou que a delegação foi a um shopping da cidade e teve de desistir do passeio – não porque os atletas foram hostilizados, mas sim porque o assédio foi tão grande que a seleção inglesa precisou retornar ao hotel. O capitão Steven Gerrard também se disse contente com o carinho do torcedor amazonense. “O apoio dos fãs foi ótimo, é sempre bom conhecer o público local.” �Tanto o craque do Liverpool como o técnico veterano – que já tem experiência em Copas, pois comandou a Suíça nos EUA-1994 – disseram que não se preocupam com a condição do gramado da Arena da Amazônia, cujo campo foi muito criticado nos últimos meses. “Com o tempo, eu aprendi a sempre conferir as coisas por mim mesmo ao invés de acreditar no que os outros falam e escrevem. Já fui ao gramado e acho que não haverá problema nenhum, a bola vai correr bem”, avaliou Gerrard. Hodgson concordou: “Será possível praticar um grande futebol aqui no sábado. Não há preocupações”. Logo depois da entrevista, a delegação inglesa testou o gramado ao fazer seu último treino antes da estreia na Arena da Amazônia. Depois de quinze minutos, a sessão foi fechada aos jornalistas.

Sem desculpas – Da mesma forma que aprovaram o gramado, os ingleses evitaram reclamar do calor sufocante da capital amazonense – ainda que as condições sejam claramente difíceis para os times europeus (na véspera do jogo, os termômetros marcavam 30 graus, com sensação térmica de 34). �”É claro que é quente aqui, mas acho que ficaremos bem, saberemos lidar com as condições. Estamos em ótimas condições físicas para suportar �as temperaturas elevadas”, afirmou o meia. “Não devemos parar para pensar no gramado e no clima, já que tudo isso é igual para os dois times”, completou. Hodgson reforçou esse discurso e mostrou que os ingleses não pretendem recorrer a nenhuma desculpa para explicar um possível revés na estreia contra os italianos. “Não estamos preocupados com o calor, sinceramente. Jogaremos em qualquer condição que encontrarmos e já nos preparamos para isso”, destacou Hodgson, que levou o time para um período de treinamentos na Flórida. “Estamos em forma nos aspectos físicos e mental e estamos prontos na parte tática e técnica”, avisou o inglês, otimista com suas chances no torneio.