Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dilma: Brasil precisa vencer Copa ‘dentro e fora de campo’

Depois de estreitar relações com Fifa, presidente mostra otimismo e confiança

“Temos a certeza de que nos preparamos bem para realizar um grande espetáculo esportivo. A Copa de 2014 será a mais organizada e alegre competição de todos os tempos”, disse Dilma

Muita coisa mudou entre o primeiro grande evento ligado à organização da Copa do Mundo no Brasil – o sorteio das Eliminatórias, na Marina da Glória, no Rio, em julho de 2011 – e a definição das chaves da Copa das Confederações, neste sábado, em São Paulo. Graças a um processo de aproximação entre a Fifa e o governo brasileiro – e à evolução das obras nos estádios, que neste ano enfim foram aceleradas -, a relação entre os cartolas e as autoridades federais ficou mais leve, direta e pragmática. E isso se refletiu nos discursos que antecederam o sorteio, no Anhembi. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou, por exemplo, que não tem mais dúvidas do sucesso da organização do Mundial e de seu evento-teste, no ano que vem. Em pronunciamento em que misturou quatro idiomas (português, espanhol, francês e inglês), Blatter avisou: “É uma questão de confiança quando um país recebe uma Copa. Os mais de 200 países filiados à Fifa confiam no anfitrião. E eu faço o mesmo. Tenho certeza de que vocês realizarão um grande evento”. A presidente Dilma Rousseff, por sua vez, reconheceu a importância de transmitir ao mundo uma impressão positiva nas duas competições.

Leia também:

Leia também: Em sorteio confuso, Brasil cai com Japão, México e Itália

Em seu curto discurso, Dilma afirmou que o Brasil precisa provar sua capacidade dentro e fora de campo. “Todos nós estamos cientes de que teremos uma dupla responsabilidade neste torneio. A primeira, claro, é apresentar nos gramados um futebol bonito, que honre as tradições da seleção pentacampeã mundial. Vencer a Copa dentro de campo é uma missão. Mas também temos a obrigação de vencê-la fora dele”, explicou, em referência à organização e à recepção aos visitantes. “Temos a certeza de que nos preparamos bem para realizar um grande espetáculo esportivo. Vamos mostrar em junho de 2013 que o Brasil tem todas as condições de fazer a Copa de 2014, que será a mais organizada e alegre competição de todos os tempos.” O presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), José Maria Marin – que, no sorteio realizado na Marina da Glória, era só vice de Ricardo Teixeira – também discursou em tom otimista. “O comitê organizador pode afirmar, sem pestanejar, que estamos todos – COL, Fifa, governo e as sedes – abraçados a esse projeto com muita empolgação. Chegou o nosso momento. Os olhos de milhões de apaixonados pelo esporte estarão voltados ao nosso país.”

Leia também:

Ensaio para 2014 tem mais de 130.000 ingressos vendidos

Copa das Confederações dará US$ 20 milhões em prêmios

Depois de 2012 promissor, Valcke prevê um 2013 decisivo

Em São Paulo, Blatter aprova sucessão rápida na seleção

Sem saída, Valcke agora diz confiar em promessas do país