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Di Matteo, o interino que recuperou o Chelsea

Londres, 17 mai (EFE).- Em pouco mais de dois meses no banco do Chelsea, o técnico interino Roberto di Matteo conseguiu recuperar a equipe londrina, que está a uma partida de conseguir seu primeiro título da Liga dos Campeões.

Quando Di Matteo substituiu o demitido André Villas-Boas, de quem era auxiliar, poucos imaginavam que o inexperiente treinador italiano fosse capaz de mudar uma equipe desmotivada e com suas estrelas longe de seu melhor rendimento.

Após dois meses, o Chelsea se sagrou campeão da Copa da Inglaterra e se classificou pela segunda vez em sua história para a final da Liga dos Campeões, cujo título é a grande obsessão de seu proprietário, o milionário russo Roman Abramovich.

Em um clube pelo qual atuou por seis anos como jogador, Di Matteo apostou na velha-guarda do Chelsea, formada por John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba, e recuperou o espírito de uma equipe vencedora.

‘Não tenho palavras sobre o que ele fez. Olhe para os números, não é uma coincidência. Ele criou este ambiente, este espírito e esta determinação’, disse Lampard.

Embora sua nacionalidade seja italiana, Di Matteo nasceu na Suíça em 1970.

Após três anos na primeira divisão italiana, vestindo as cores da Lazio, Di Matteo chegou em 1996 no local que se transformou em sua segunda casa: Stamford Bridge, estádio onde se aposentou em 2002.

Seis anos depois, o italiano treinou o Milton Keynes Dons, da terceira divisão inglesa, e depois foi para o West Bromwich, o qual comandou no acesso para a primeira divisão em sua temporada inicial.

Por uma coincidência do destino, foi em uma derrota dos ‘Blues’ para o West Bromwich que o Chelsea demitiu Villas-Boas e ofereceu ao italiano – então já auxiliar – a chance de dirigir sua ex-equipe. Di Matteo então recuperou o rigor tático na defesa, o preparo físico e os contra-ataques fatais do time.

O Chelsea eliminou Napoli, Benfica e Barcelona para chegar até a final da principal competição europeia.

Após contar com grandes treinadores como José Mourinho, Luis Felipe Scolari e Carlo Ancelotti, o fato curioso é que nas únicas vezes em que o Chelsea chegou à decisão da Liga dos Campeões foi com técnicos interinos.

A primeira decisão foi em 2008, quando o técnico era Avram Grant, substituto de Mourinho. Os ‘Blues’ perderam nos pênaltis para o Manchester United após um escorregão de Terry na última cobrança.

Di Matteo pretende mudar o destino de seu antecessor e conseguir realizar o sonho de Abramóvich, que investiu muitos milhões de euros e apostou em oito técnicos diferentes para tentar fazer do Chelsea o melhor time da Europa. EFE