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Dez curiosidades sobre a Olimpíada de Inverno na Coreia

Nome da cidade alterado, equipe unificada, brasileira recordista em participações e Rússia banida: saiba mais a respeito dos Jogos de PyeongChang

Nesta sexta-feira, a partir das 9h (horário de Brasília), acontecerá a cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno de PyeongChang. Nas próximas duas semanas, a cidade da Coreia do Sul receberá os principais atletas do mundo nos esportes de neve e do gelo. Mas além das competições, as atenções estarão divididas com a Coreia do Norte, que após muita negociação política decidiu enviar uma equipe. Confira abaixo dez curiosidades a respeito dos Jogos de Inverno.

1 – A maior Olimpíada

Os Jogos de PyeongChang serão os maiores de todos os tempos, ao menos em número de participantes. Serão no total 2.925 atletas, representando 92 países. Em Sochi-2014, na Rússia, competiram 2.780 atletas de 88 países.

2 – ‘Paz’ entre as Coreias

Representantes das Coreias do Norte e do Sul definiram a presença na Olimpíada

Representantes das Coreias do Norte e do Sul definiram a presença na Olimpíada (The Unification Ministry/Yonhap/Reuters)

Em um acordo considerado histórico, a Coreia do Norte deixou para trás os conflitos políticos com o Sul e decidiu enviar uma equipe para a Olimpíada de PyeongChang. Serão 22 atletas em quatro modalidades. Além disso, foi acertada a formação de uma equipe unificada de hóquei feminino, com 13 atletas do Norte e 12 do Sul. Para completar, os dois países desfilarão juntos na cerimônia de abertura desta sexta-feira.

3 – Rússia banida, russos não

O símbolo nos uniformes da delegação: Atletas Olímpicos da Rússia, em inglês

O símbolo nos uniformes da delegação: Atletas Olímpicos da Rússia, em inglês (Maxim Shemetov/Reuters)

Em dezembro do ano passado, o COI (Comitê Olímpico Internacional) proibiu a Rússia de participar da Olimpíada de Inverno, após a divulgação de novos relatórios comprovando o esquema sistêmico de doping de atletas do país. Mas a entidade permitiu que 168 russos sem histórico de envolvimento com doping fossem convidados. Eles disputarão os Jogos com bandeira neutra e sob o nome de OAR (Atletas Olímpicos da Rússia, na sigla em inglês).

4 – Recorde dos Estados Unidos

Com o comitê olímpico da Rússia banido de PyeongChang, os Estados Unidos terão a maior delegação na Olimpíada deste ano. Segundo dados do site dos Jogos, a equipe americana terá 240 atletas (107 no feminino e 133 no masculino). A anfitriã Coreia do Sul não chegará nem perto disso, com 122 atletas (76 homens e 46 mulheres).

5 – Nome da cidade alterado

A grafia da cidade de PyeongChang foi modificada para a Olimpíada

A grafia da cidade de PyeongChang foi modificada para a Olimpíada (Chung Sung-Jun/Getty Images)

Em janeiro de 2016, para que turistas e atletas não viajassem por engano a Pyongyang, capital da Coreia do Norte, a prefeitura mudou a grafia do nome de PyeongChang, que antes era escrito com “c” minúsculo.

6 – Jamaica Abaixo de Zero, parte 2

Assim como a equipe do trenó de quatro pessoas (4-man) foi pioneiro em Calgary-1988, duas mulheres da Jamaica farão história em PyeongChang. Jazmine Fenlator-Victorian e Carrie Russell serão as primeiras jamaicanas da história no bobsled feminino dos Jogos.

7 – Brasileira desafia o tempo

Jaqueline Mourão, do esqui cross-country, durante treino para a Olimpíada de PyeongChang

Jaqueline Mourão, do esqui cross-country, durante treino para a Olimpíada de PyeongChang (Roberto Nahom/COB/.)

Com uma delegação de dez atletas em cinco modalidades e sem tradição nos esportes de inverno, o Brasil será apenas um coadjuvante em PyeongChang. Ainda assim, a participação brasileira marcará um recorde. Aos 42 anos, a mineira Jaqueline Mourão, do esqui cross country, entrará para a história olímpica do país, com sua sexta participação nos Jogos. Entre as mulheres, ela se igualará à meia Formiga, do futebol feminino. Mas ela segue sendo a única atleta do país a competir nos Jogos de Verão e Inverno.

8 – O ‘besuntado’ de Tonga

Ele tirou o fôlego de muita gente no desfile de abertura da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, ao aparecer carregando a bandeira de Tonga com seu corpo coberto de óleo de coco. Pita Taufatofua volta a colocar o pequeno país da Oceania em destaque nos Jogos, agora nos de Inverno, e estará em ação no esqui cross-country.

9 – Recorde de frio

A Olimpíada de PyeongChang deve bater recorde de baixas temperaturas

A Olimpíada de PyeongChang deve bater recorde de baixas temperaturas (Murad Sezer/Reuters)

É quase certo que a cerimônia de abertura desta sexta-feira seja a com a mais baixa temperatura na história dos Jogos. Como o Estádio Olímpico não é coberto, o público deve encarar termômetros marcando -14° C, com sensação térmica ainda mais abaixo de -20°. E isso não deverá ser muito diferente em todo período da Olimpíada. Os organizadores pretendem distribuir cobertores aos torcedores nesta sexta, para evitar hipotermia.

10 – Mais novo e mais velho

O mais novo atleta inscrito na Olimpíada de PyeongChang é a chinesa Wu Meng, de 15 anos, do esqui estilo livre. Ela competirá na prova feminina do halfpipe. A mais velha é a canadense Cheryl Bernard, de 51 anos, atleta do curling, mas a medalhista de prata em Vancouver-2010 é reserva e pode não ser escalada. Se não competir, o mais velho dos Jogos será outro do curling, Tomi Rantamaeki, da Finlândia, de 49 anos.