Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Dez estrelas estrangeiras para acompanhar na Olimpíada de Tóquio

Ídolos de ginástica, atletismo, tênis, basquete, natação e skate são atrações do evento no Japão; marque na agenda o dia de vê-los

Por Moreno Bastos Atualizado em 22 jul 2021, 08h41 - Publicado em 21 jul 2021, 07h00

Os Jogos Olímpicos de Tóquio serão oficialmente abertos no próximo dia 23, em cerimônia no Estádio Olímpico da capital japonesa. Enquanto o grande dia não chega, confira uma lista das principais estrelas estrangeiras do evento e marque o dia e horário para vê-los em sua agenda.

1 – Karsten Warholm (Noruega) – 400m com barreiras

Norway's Karsten Warholm celebrates as he wins the Men's 400m Hurdles during the IAAF Diamond League competition on July 9, 2021 in Monaco. (Photo by CLEMENT MAHOUDEAU / AFP)
Warholm vence prova da Diamond League em Monaco Clement Mahoudeau/AFP

O norueguês Karsten Warholm chega a Tóquio como o rei dos 400m com barreiras. Bicampeão do mundo (2017 e 2019), o atleta ampliou seu favoritismo menos de um mês antes da prova, ao correr 46,70 segundos e quebrar o recorde mundial que já durava 29 anos (Warholm tem 25). A antiga marca, de Kevin Young (EUA), havia sido conquistada em Barcelona 1992. Dono de sete dos 15 melhores tempos da prova na história, o atleta nórdico vai protagonizar um duelo histórico com seus principais rivais: o norte-americano Rai Benjamin e Abderrahman Samba, do Catar. Eles são os únicos no mundo a correr abaixo dos 47 segundos. Para se ter uma ideia do nível da prova, Benjamin marcou 46,83 segundos apenas uma semana antes do recorde do norueguês. O brasileiro Alison dos Santos, o Piu, em franca ascensão aos 21 anos, também entra firme nesta disputa.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Eliminatórias

29 de julho (quinta-feira) a partir das 21h

Semifinal

1º de agosto (domingo) a partir das 7h

Final

2 de agosto (segunda-feira) a partir das 21h

2 – Eliud Kipchoge (Quênia) – Maratona

2 HORAS, 1 MINUTO E 39 SEGUNDOS - O recorde de Eliud Kipchoge na Maratona de Berlim
O recorde de Eliud Kipchoge na Maratona de Berlim Maja Hitij/Bongarts/Getty Images

Praticamente imbatível. É assim que Eliud Kipchoge é visto no universo da maratona, da qual é recordista mundial e campeão olímpico. Ele é o único ser humano a correr 42km abaixo de 2h, feito realizado em prova não oficial. Aos 36 anos, o queniano venceu nove das 11 maratonas que disputou e vai ao Japão para igualar o feito do etíope Abebe Bikila, campeão em Roma 1960 e na própria capital japonesa em 1964, e do alemão (oriental) Waldemar Cierpinski, em Montreal 76 e Moscou 80. Para azar dos amantes do atletismo, a maratona em Tóquio não terá o principal rival de Kipchoge, o também lendário Kenenisa Bekele. Pentacampeão mundial, tricampeão olímpico (em provas de pista) e dono do segundo melhor tempo da maratona, o etíope abdicou da sua vaga.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

7 de agosto (sábado) a partir das 19h

3 – Armand Duplantis – Salto com vara

Stockholm (Sweden), 04/07/2021.- Armand Duplantis of Sweden in action during the Men's pole vault competition at the Diamond League athletics meeting in Stockholm, Sweden, 04 July 2021. (Salto con pértiga, Suecia, Estocolmo) EFE/EPA/Christine Olsson SWEDEN OUT
Armand Duplantis durante etapa da Liga Diamante em Estocolmo Christine Olsson/EFE

Armand Duplantis é o mais novo prodígio do atletismo mundial. Em franca ascensão, ainda em 2020 o jovem de 21 anos bateu o recorde mundial do salto com vara ao cravar 6,15m, um centímetro a mais que a marca do ucraniano Sergey Bubka, registrada há 26 anos. Já é de Duplantis também o recorde da prova indoor: 6,18m. Depois de estrear em um mundial, em 2019, com uma medalha de prata, o sueco que nasceu, mora e treina nos Estados Unidos, parte para sua primeira Olimpíada com amplo favoritismo. Nas duas últimas provas antes dos Jogos de Tóquio, pela Liga de Diamante, ele não deu chances aos seus três principais adversários, o bicampeão mundial Sam Kendriks (EUA), o campeão olímpico Renaud Lavillenie (França) e o polonês Piotr Lisek.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Fase classificatória

30 de julho (sexta-feira) a partir das 21h

Final

3 de agosto (terça-feira) a partir das 7h

4 – Simone Biles (EUA) – Ginástica Artística

A ginasta Simone Biles dos Estados Unidos conquistou a terceira medalha de ouro na Rio-2016 após vitória no salto - 14/08/2016
A ginasta Simone Biles brilhou na Rio-2016 Thomas Coex/AFP

Quatro títulos olímpicos e 19 mundiais. Estas são “só” algumas das façanhas que transformaram Simone Biles em um ícone além do esporte. Considerada a maior ginasta da história, a americana tornou-se uma estrela das redes sociais com mais de 4 milhões de seguidores, além de ter lançado livro e filme sobre sua vida de superações. Sem perder uma competição “individual geral” desde 2013, Biles é favorita em cinco dos seis ouros que estarão em disputa na ginástica artística. Uma das surpresas que Biles poderá apresentar em Tóquio é o salto “Yurchenko com duplo mortal carpado”, de imensa dificuldade e que só ela consegue realizar entre as mulheres. Em sua segunda Olimpíada, a “veterana” de 24 anos será a líder da forte, mas jovem equipe dos EUA.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Fase Classificatória

24 de julho (sábado) a partir das 22h

25 de julho (domingo) a partir das 3h10

25 de julho (sábado) a partir das 8h20

Final por Equipes

27 de julho (terça-feira) a partir das 7h45

Individual Geral

29 de julho (quinta-feira) a partir das 7h50

Final do Salto/ Barras Assimétricas

1º de agosto (domingo) a partir das 5h

Final do Solo

2 de agosto (segunda-feira) a partir das 5h

Final da Trave

3 de agosto (terça-feira) a partir das 5h

5 – Shelly Ann Fraser (Jamaica) – 100m e 200m rasos

A velocista Shelly-Ann Fraser-Pryce, da Jamaica, após a prova dos 100m rasos, nos Jogos Olímpicos Rio 2016
A velocista Shelly-Ann Fraser-Pryce, da Jamaica, após a prova dos 100m rasos, nos Jogos Olímpicos Rio 2016 Quinn Rooney/Getty Images

Assim como o fenômeno Usain Bolt, na Rio 2016 a atleta Shelly Ann Fraser correu para conquistar a terceira medalha de ouro nos eletrizantes 100m rasos. Diferente do compatriota, que obteve o feito inédito e estabeleceu-se como o maior velocista da história, a jamaicana foi bronze. Entre a frustração pelo resultado e os Jogos Olímpicos do Japão, Shelly traçou um caminho de alegrias na vida pessoal – tornou-se mãe – e disciplina para retomar seu espaço nas pistas. Aos 34 anos e atual campeã mundial da prova, ela poderá alcançar o tri olímpico, marca inédita entre as mulheres. Em junho, Fraser deu um recado às rivais ao marcar o melhor tempo da carreira (10,63’’), atrás apenas dos 10,49’’ de Florence Grifffith Joyner, recorde mundial desde 1988. No Japão, ela também representará a Jamaica nos 200m e 4x100m rasos.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

100m rasos

Eiminatórias

Continua após a publicidade

29 de julho (quinta-feira) a partir das 21h

Semifinal /Final

31 de julho (sábado) a partir das 7h

200m rasos

Eiminatórias

Continua após a publicidade

1º de agosto (domingo) a partir das 21h

Semifinal

2 de agosto (segunda-feira) a partir das 7h

Final

3 de agosto (terça-feira) a partir das 7h

4x100m rasos

Eiminatórias

Continua após a publicidade

4 de agosto (quarta-feira) a partir das 21h

Final

6 de agosto (sexta-feira) a partir das 7h50

6 – Caeleb Dressel (Estados Unidos)

Caeleb Dressel
O nadador americano Caeleb Remel Dressel, vencedor de sete medalhas de ouro no Mundial de Esportes Aquáticos na Hungria Adam Pretty/Getty Images

Quatro anos após Michael Phelps deixar o Rio de Janeiro como o maior medalhista olímpico da história, o mundo já enxerga em Tóquio um novo aspirante à lenda. A comparação é inevitável. Aos 24 anos, Caeleb Dressel possui marcas assombrosas. São 13 conquistas mundiais, entre elas as clássicas 50m e 100m livre e os 100m borboleta, onde também possui a melhor marca do mundo, superando o recorde de Phelps. O caminho é longo. O compatriota americano ganhou 28 medalhas (23 de ouro) em Olimpíadas. Dressel tem apenas duas douradas conquistadas em provas de revezamentos no Rio 2016, justamente ao lado do ídolo. Mas, na capital japonesa, as chances são grandes de ganhar mais seis em sua segunda Olimpíada. Phelps disputou cinco. Nos 50 m livre, terá a concorrência do brasileiro Bruno Fratus.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

50m livre

Eiminatórias

Continua após a publicidade

30 de julho (sexta-feira) a partir das 7h

Semifinal

30 de julho (sexta-feira) a partir das 22h30

Final

31 de julho (sábado) a partir das 22h30

100m livre

Eiminatórias

Continua após a publicidade

27 de julho (terça-feira) a partir das 7h

Semifinal

27 de julho (terça-feira) a partir das 10h30

Final

28 de julho (quarta-feira) a partir das 22h30

100m borboleta

Eiminatórias

Continua após a publicidade

29 de julho (quinta-feira) a partir das 7h

Semifinal

29 de julho (segunda-feira) a partir das 22h30

Final

30 de julho (sexta-feira) a partir das 22h30

4x100m livre

Eiminatórias

Continua após a publicidade

25 de julho (domingo) a partir das 7h

Final

25 de julho (domingo) a partir das 22h30

4x100m medley

Eiminatórias

Continua após a publicidade

30 de julho (sexta-feira) a partir das 7h

Final

31 de julho (sábado) a partir das 22h30

4x100m medley misto

Eiminatórias

Continua após a publicidade

29 de julho (quinta-feira) a partir das 7h

Final

30 de julho (sexta-feira) a partir das 22h30

7 – Naomi Osaka (Japão) – Tênis

Naomi Osaka foi campeão do Aberto da Austrália neste ano -
Naomi Osaka foi campeão do Aberto da Austrália neste ano – TPN/Getty Images

Primeira japonesa a vencer um Grand Slam em jogos de simples ao bater Serena Williams no US Open de 2018, Naomi Osaka é uma das principais esperanças de medalha de ouro para os anfitriões da Olimpíada. No entanto, a atual número dois do mundo, que mora desde cedo nos Estados Unidos e decidiu defender as cores nipônicas em 2019, vive momento agitado. Após abandonar Roland Garros e questionar a super exposição dos atletas diante da mídia, Naomi revelou enfrentar uma depressão. Ela também cancelou sua ida a Wimbledon para focar em Tóquio, onde deve enfrentar rivais como a australiana Ashleigh Barty, líder do ranking, a romena Simona Halep e até a experiente alemã Angelique Kerber, que foi medalha de prata no Rio de Janeiro, em 2016.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Primeira rodada

entre 23 de julho (sexta-feira) e 24 de julho (sábado) a partir das 23h

Segunda rodada

entre 25 de julho (domingo) e 26 de julho (segunda-feira) a partir das 23h

Terceira rodada

entre 26 de julho (segunda-feira) e 27 de julho (terça-feira) a partir das 23h

Quartas de final

entre 27 de julho (terça-feira) e 28 de julho (quarta-feira) a partir das 23h

Semifinal

28 de julho (sexta-feira) / a partir das 23h

Disputa pelo Bronze

entre 23 (sexta-feira) e 24 de julho (sábado) a partir das 23h

Disputa do Bronze e Final

30 de julho (sexta-feira) / a partir das 00h 

8 – Sky Brown (Grã-Bretanha) – Skate (Park)

Sky Brown, 12, of Huntington Beach, skateboards at the Venice Beach Skate Park. (Mel Melcon / Los Angeles Times via Getty Images)
Sky Brown no Venice Beach Skate Park Mel Melcon/Getty Images

Se não é a atleta mais jovem dos Jogos de Tóquio, marca da mesa-tenista síria Hend Zaza, de 12 anos, certamente Sky Brown é a mais nova com chances de ganhar medalha. Aos 13 anos, a skatista que nasceu no Japão mas defende a Grã-Bretanha, país do seu pai, é atualmente a terceira colocada no circuito mundial, na categoria Park. Aos 11 anos conquistou o bronze no mundial de skate de 2019, em São Paulo. Em junho de 2020, Sky sofreu um grave acidente, com diversas fraturas. O susto não afetou sua coragem: recuperada, logo voltou às provas. Novíssima geração do skate, esporte que estreia em Olimpíadas, Sky deve disputar medalha com a anfitriã Misugu Okamoto, 15 anos e líder no Park. A brasileira Dora Varella também é uma das concorrentes

Marque na agenda: (horários do Brasil)

3 de agosto (terça-feira) a partir das 21h

9 – Sue Bird (Estados Unidos) – Basquete

LAS VEGAS, NEVADA - JULY 16: Sue Bird #6 of the United States passes against the Australia Opals during an exhibition game at Michelob ULTRA Arena ahead of the Tokyo Olympic Games on July 16, 2021 in Las Vegas, Nevada. Australia defeated the United States 70-67. Ethan Miller/Getty Images/AFP (Photo by Ethan Miller / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Sue Bird durante amistoso em Las Vegas, em 2021 Ethan Miller/AFP

Uma das maiores estrelas do basquete, a armadora Sue Bird está prestes a incluir mais um título em seu vasto currículo. Aos 40 anos e convocada para sua quinta Olimpíada, ela vai liderar a seleção americana feminina, que aterrissa em Tóquio com uma invencibilidade de 49 partidas olímpicas. Presença garantida na equipe desde 2002, Sue é tetracampeã mundial, quatro vezes medalhista de ouro em Olimpíadas e poderá se tornar, ao lado da companheira de equipe, Diana Taurasi, a primeira esportista, entre homens e mulheres, a conquistar cinco ouros em esportes coletivos olímpicos. Ao lembrar que a última derrota dos EUA ocorreu nos Jogos de Barcelona de 1992, é difícil não achar que o recorde de Sue (e Diana) é uma questão de tempo. Pouco tempo.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Primeira rodada – EUA x Nigéria

27 de julho (terça-feira) / a partir das 1h40

Segunda rodada – EUA x Japão

30 de julho (sexta-feira) a partir das 1h40

Terceira rodada – Eua x França

2 de agosto (segunda-feira) a partir das 1h40

Quartas de final

3 de agosto (terça-feira) a partir das 22h

4 de agosto (quarta-feira) a partir das 1h40

4 de agosto (quarta-feira) a partir das 5h20

4 de agosto (quarta-feira) a partir das 9h

Semifinal

6 de agosto (sexta-feira) a partir das 1h40

6 de agosto (sexta-feira) a partir das 8h

Disputa pelo Bronze

7 de agosto (sábado) a partir das 4h

 Final

7 de agosto (sábado) a partir das 23h30

10 – Masahiro Tanaka (Japão) – Beisebol

Former New York Yankees pitcher Masahiro Tanaka throws a bullpen session during the Rakuten Eagles' spring training in the Okinawa Prefecture town of Kin, southern Japan, on Feb. 9, 2021. (Photo by Kyodo News via Getty Images)
Masahiro Tanaka fez sucesso nos EUA Kyodo News/Getty Images

O Beisebol volta como convidado aos Jogos Olímpicos de Tóquio. E diante de um país apaixonado pela modalidade, o japonês Masahiro Tanaka, principal estrela da seleção anfitriã, tentará escrever uma nova história 13 anos após participar de sua primeira Olimpíada. Em Pequim 2008, na última participação olímpica do esporte, Tanaka, aos 19 anos, era uma promessa do time japonês que, no entanto, foi surpreendido pela rival Coreia do Sul e ficou fora do pódio. Aos 32 anos e recém chegado à terra natal, depois de uma longa trajetória de sucesso no New York Yankees, time de beisebol mais famoso do mundo, o pitcher (arremessador) lidera o Japão, que é favorito para conquistar o seu primeiro ouro no esporte.

Marque na agenda: (horários do Brasil)

Primeira rodada – Japão e república Dominicana

27 de julho (terça-feira) / a partir das 00h

Segunda rodada – Japão x México

31 de julho (sábado) a partir das 3h

Fase eliminatória

Entre 30 de julho (sábado) e 3 de agosto (terça-feira)

Semifinal

4 de agosto (quarta-feira) a partir das 7h

5 de agosto (quinta-feira) a partir das 7h

Disputa pelo Bronze

7 de agosto (sábado) a partir das 00h

 Final

7 de agosto (sábado) a partir das 7h

 

Continua após a publicidade

Publicidade