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Destaques da Argentina no basquete dizem que Espanha e EUA podem ser batidos

Barcelona, 21 jul (EFE).- O ala-armador Emanuel Ginóbili e o ala-pivô Luis Scola, ambos da seleção argentina de basquete, reconheceram neste sábado que os Estados Unidos e a Espanha são os favoritos para fazerem a final dos Jogos Olímpicos de Londres na modalidade, mas não descartaram as chances de haver surpresas.

Ambos os jogadores fizeram parte do grupo da Argentina que conquistaram o ouro nos Jogos de Atenas, há oito anos. Na época, os ‘hermanos’ surpreenderam os EUA nas semifinais e bateram a Itália na decisão.

Para exemplificar as dificuldades que os favoritos podem ter em Londres, Scola lembrou a partida equilibrada que os americanos fizeram contra a seleção brasileira na última terça-feira. Mesmo jogando em casa, o ‘Dream Team’ versão 2012 esteve por algum tempo em desvantagem no placar e venceu por 80 a 69.

‘Não entendo por que todos assumimos que a Espanha e os Estados Unidos são invencíveis. Sei que estão muito bem, mas ninguém é invencível. Sinto que estão um passo à frente do resto, mas falta uma semana para as partidas. A Espanha disputou jogos complicados que poderia ter perdido, e os EUA poderiam ter perdido para o Brasil’, destacou o atleta recém contratado pelo Phoenix Suns, da NBA.

Já Manu Ginóbili salientou o fato de o torneio olímpico ser definido em apenas uma partida a partir das quartas de final, o que, na opinião dele, aumenta as chances de acontecerem resultados inesperados.

‘Todo mundo sabe quem é quem. Está bem claro que (EUA e Espanha) estão um degrau acima das outras seleções, mas depois há um pelotão muito equilibrado. O que jogar melhor poderá surpreender e estar em melhores condições. Não significa que sejam imbatíveis. São melhores, mas em uma decisão em um jogo só podem ser vencidos’, comentou o ala-armador do San Antonio Spurs.

Ousada, a seleção argentina optou por enfrentar Espanha e EUA em sequência antes dos Jogos de Londres. No amistoso contra a campeã europeia, na última sexta-feira, os medalhistas de ouro em 2004 levaram a pior: 105 a 85.

‘O resultado preocupa um pouco, mas não significa que o que tenhamos feito antes não mudará. Ficamos chateados por não ter jogado bem. Temos margem para erro, mas é preciso nos apressarmos porque temos apenas mais dois jogos de preparação e muito a melhorar’, alertou.

‘Jogamos contra as duas melhores equipes do mundo, com três dias de diferença, e isso nos serve para treinar e melhorar’, acrescentou Ginóbili. EFE