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Desconhecidos ofuscam atacantes da seleção, e Apoel vence o Porto

(Corrige nacionalidade do Apoel).

Redação Central, 1 nov (EFE).- Quem acompanhou nesta terça-feira a partida entre Apoel Nicósia e Porto, no estádio GSP querendo saber mais sobre os atacantes da seleção brasileira Hulk e Kléber, que foram convocados para os amistosos contra Gabão e Egito, acabou vendo outros atletas que nasceram país brilharem em gramados cipriota.

Hulk até deixou o dele, aos 44 minutos do segundo tempo, de pênalti. Mas os grandes protagonistas do confronto foram Aílton, que abriu o placar para o Apoel, também cobrando penalidade, e Gustavo Manduca, que fez o gol da vitória por 2 a 1 do atual campeão cipriota, aos 45 minutos da etapa final.

A derrota deixou a equipe portuguesa em situação delicada no grupo G da Liga dos Campeões. O time comandado pelo técnico Vítor Pereira está no terceiro lugar, com quatro pontos, atrás do próprio Apoel, que chegou a oito, e do Zenit São Petersburgo, que derrotou o Shakhtar Donetsk por 1 a 0 e agora tem sete. Os ucranianos seguram a lanterna, com dois.

A quinta rodada, marcada para o dia 23 de novembro, será decisiva. O Porto visitará o Shakhtar, em um confronto no qual só a vitória evitaria a eliminação precoce. Já o Apoel tentará confirmar a classificação para as oitavas de final na Rússia, contra o Zenit.

Em Nicósia, foram seis jogadores brasileiros em campo, três de cada lado: Manduca, Aílton e o zagueiro Marcelo Oliveira pelos donos da casa; Hulk, Kléber e o volante Fernando entre os visitantes.

Ciente de que só a vitória interessava, o Porto entrou em campo mostrando nervosismo. Logo aos três minutos, Varela recebeu cartão amarelo. Mangala, aos quatro, falhou ao tentar afastar o perigo e quase entregou a bola no pé do adversário.

A equipe visitante tinha dificuldades de criar lances de perigo, por conta das vaias da torcida e principalmente pela marcação do Apoel, que era muito bem feita. Aos 15 minutos, Varela teve espaço pela direita e fez o levantamento buscando Kléber. Bem colocado, o goleiro Pardo ficou com a bola.

O Porto esboçou uma pressão, com dois chutes fortes em dois minutos, mas não chegou ao gol. Aos 18, Varela arriscou de fora da área e errou o alvo; aos 19, Hulk limpou a marcação e soltou a bomba, obrigando Pardo a ceder o escanteio.

A resposta veio aos 20, em jogada 100% brasileira. Gustavo Manduca cruzou para bom cabeceio de Aílton. Com dificuldades, o goleiro Helton fez a defesa.

A defesa do atual campeão cipriota estava bem postada, e os detentores do título português e da Liga Europa pouco chegavam à área adversária.

Aos 30 minutos, Varela conseguiu vencer a retranca e passou para Kléber. O atacante brasileiro se enrolou e perdeu tempo na hora de arrematar e ouviu reclamações de João Moutinho, que aparecia bem posicionado.

No momento em que o Porto se mostrava melhor no jogo, dando um pouco mais de trabalho para Pardo, veio o gol da equipe anfitriã. Aos 42 minutos, Mangala fez pênalti em Aílton. O próprio ex-jogador do Atlético-MG foi para a bola e acertou o canto esquerdo, vencendo Helton, que caiu para o direito.

A etapa final começou com poucos lances de perigo e muitas jogadas ríspidas. Em dez minutos, Varela, pelo Porto, e Aílton e Nuno Morais, pelo Apoel, tiveram que receber atendimento médico.

Apagado, Hulk não levou muito perigo ao goleiro adversário. Em uma das poucas vezes em que pegou a bola em boas condições de marcar, aos 14 minutos, ele ficou com a sobra após confusão na área e ficou apenas com o escanteio.

Vítor Pereira tentou dar ao time ainda mais poder ofensivo, tirando Fernando e Varela e colocando os colombianos Guarín e James. O volante mostrou que estava disposto a decidir e encheu o pé de longe, aos 19. Pardo segurou mais uma vez.

A essa altura, o Porto já atacava com muitos homens, deixando espaço na defesa. Aos 25, Manduca aproveitou a brecha, acelerou e bateu com força. Mangala se atirou e evitou que a bola entrasse.

A postura tática da equipe cipriota chegava a irritar os lusos, que se mostravam cada vez mais abatidos. Os anfitriões aproveitavam para trocar passes e segurar o resultado.

Até que vieram os últimos minutos e as grandes emoções. Aos 44, o português Nuno Morais cometeu pênalti em James. Hulk teve a oportunidade de brilhar em campo, depois de quase 90 minutos apagado, e não desperdiçou.

Mas a comemoração da torcida do Porto não durou nem um minuto. Aos 45, Charalambides desceu pela direita e cruzou rasteiro para área, onde encontrou Manduca. O ex-atleta das categorias do Grêmio tocou para a rede e garantiu os três pontos para o Apoel.

Ficha técnica:.

Apoel Nicósia: Pardo; Poursaiditidis, Paulo Jorge, Marcelo Oliveira e Solomou; Nuno Morais, Hélio Pinto, Charalambides, Trickovski e Manduca; Aílton. Técnico: Ivan Jovanovic.

Porto: Helton; Fucile, Mangala, Rolando e Álvaro Pereira; Fernando, João Moutinho e Belluschi; Varela, Hulk e Kléber. Técnico: Vitor Pereira.

Arbitragem: Gianluca Rocchi (Itália), auxiliado por seus compatriotas Luca Maggiani e Elenito Di Liberatore.

Cartões amarelos: Varela e Mangala (Porto).

Gol: Aílton (Apoel). EFE