Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Desafeto de Felipão, Van Gaal não queria enfrentar Brasil

Mas não era por medo da equipe brasileira: depois de cair diante da Argentina, nos pênaltis, técnico holandês lamenta ser obrigado a jogar pelo terceiro lugar

Por Giancarlo Lepiani 9 jul 2014, 21h31

O técnico da Holanda, Louis Van Gaal, despertou a fúria de Luiz Felipe Scolari ao dizer que a seleção brasileira temia enfrentar seu time nas oitavas de final. As equipes acabaram liderando seus grupos na primeira fase e tomando caminhos diferentes na competição, mas acabarão, enfim, se cruzando, no sábado, em Brasília, na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. Com a derrota da Holanda para a Argentina, nesta quarta-feira, no Itaquerão, foi a vez de Van Gaal disse que não gostaria de enfrentar os brasileiros. Mas não é por causa das qualidades da equipe de Felipão, goleada na semifinal, 7 a 1, pela Alemanha. “Por mim, esse jogo nem seria disputado”, afirmou o holandês depois da semifinal. “Não acho que faça sentido jogar para ficar só em terceiro lugar. Só existe um prêmio, é o primeiro lugar”, reclamou.

Leia também:

Argentina avança nos pênaltis e revê a Alemanha na decisão

Antes de Argentina x Holanda, provocações, riscos e luto

Felipão rebate cartola catarinense e não diz se fica no cargo

Van Gaal também lamentou o fato de sua equipe ter um dia a menos que o Brasil para se recuperar para a partida. “É injusto”, criticou. (O holandês já havia falado em injustiça quando o Brasil decidiu sua posição no grupo sabendo dos resultados que o fariam escapar do cruzamento com sua equipe na segunda fase.) O que ele mais desaprova, porém, é a possibilidade de fechar a campanha na Copa – que avaliou como boa – com duas derrotas consecutivas. “Você pode acabar saindo como perdedor depois de disputar um torneio excelente.” Van Gaal deu outra opinião inesperada ao dizer que não enxerga diferença na eliminação do Brasil, goleado de forma avassaladora no tempo normal, e de sua seleção, que só caiu nos pênaltis, depois de ficar no 0 a 0: “Dá na mesma�”.

Continua após a publicidade

Publicidade