Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Derrotado em La Paz, São Paulo se apega à matemática

Equipe do jogou bem, mas cometeu falhas e perdeu por 2 a 1 para o Strongest. Agora precisa vencer o melhor time do torneio e torcer contra os bolivianos

Por Da Redação 5 abr 2013, 01h03

O São Paulo subiu os 3.660 metros de altitude de La Paz nesta quinta-feira com uma missão clara: vencer o Strongest e encaminhar sua classificação às oitavas de final da Copa Libertadores. Mas, mesmo jogando bem e lidando de forma satisfatória com as consequências do ar rarefeito, o time do Morumbi cometeu falhas na defesa e no ataque, e acabou punido com uma derrota por 2 a 1 para os bolivianos. Pior: o resultado empurrou o clube para a terceira colocação do grupo 3 da Libertadores, deixando o São Paulo com apenas quatro pontos, dois a menos que o próprio Strongest e em péssima situação.

Leia também:

Com show e pancadaria, Atlético goleia Arsenal por 5 a 2

Atletas do Arsenal são indiciados e liberados após acordo

Para se classificar, agora só mesmo com muita matemática. É preciso derrotar em casa o já classificado Atlético-MG, time de melhor campanha e melhor futebol da competição, e torcer contra o Strongest diante do Arsenal de Sarandí, em Buenos Aires. Mas os argentinos não podem vencer de goleada. Com os mesmos quatro pontos do São Paulo, eles têm quatro gols sofridos a mais e poderiam superar o clube paulista no saldo mesmo em caso de vitória são-paulina. Há ainda a possibilidade da sorte ser decisiva: se o São Paulo vencer o Atlético-MG por 2 a 1 e o Strongest empatar com o Arsenal em 1 a 1, a vaga será decidida no sorteio.

A noite ruim do São Paulo nesta quinta pode ser simbolizada pelo goleiro e ídolo Rogério Ceni, que marcou o gol da equipe de pênalti, mas falhou no segundo gol do adversário ao não conseguir espalmar para longe o chute de longa distância que acabou dando a vitória ao time da casa. Mas Rogério não pode ser o único responsabilizado. Com falhas de marcação que permitiram ao Strongest arriscar de fora da área nos lances de seus dois gols e falta de pontaria no ataque, apesar de inúmeras oportunidades criadas, o São Paulo volta ao Brasil lamentando talvez ter deixado a classificação escapar diante de uma equipe inferior, porém mais competente.

O jogo – A proposta do time da casa ficou clara desde o primeiro minuto, quando Escobar arriscou chute da meia esquerda, e a bola passou à direita do gol de Rogério Ceni. Seria assim, à base de tiros de longa distância, que o Strongest mais levaria perigo. Pelo São Paulo, o trunfo era a velocidade de Osvaldo, inicialmente pela esquerda, depois pelo lado direito.Aos quatro minutos, o atacante chutou da meia esquerda e obrigou Vaca a espalmar para escanteio. A bola tinha direção, mas o goleiro fez bom trabalho. Diferentemente de Ceni, que, um pouco adiantado, não fez desvio suficiente para que arremate de Soliz, aos 14 minutos, não o encobrisse e balançasse a rede.

Continua após a publicidade

Bem mais ligado até então, o Strongest quase ampliou cinco minutos depois. Escobar foi lançado na ponta esquerda, invadiu a área e chutou forte, rente ao travessão. Depois, Chavez também teve oportunidade pelo lado esquerdo e igualmente exagerou na força. O São Paulo, então, foi ganhando o campo ofensivo aos poucos. Em menos de dez minutos, Osvaldo poderia ter feito três gols. A primeira chance esbarrou na mão esquerda de Vaca. Na segunda, o goleiro contou com ajuda do travessão. A terceira, por fim, não resultou em gol porque o atacante tirou muito do goleiro e bateu direto para fora.

À essa altura, a equipe boliviana já não chegava mais à meta de Ceni. Ceni então foi até a meta adversária. O goleiro-artilheiro aproveitou falta de Cristaldo em Aloísio, dentro da área, e não desperdiçou cobrança de pênalti aos 43 minutos. Com um chute rasteiro no canto esquerdo de Vaca, igualou o marcador e deu novo fôlego ao time – menos para Maicon, que sentiu os efeitos da altitude e foi substituído por Wellington logo depois.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

Na volta do intervalo, quem incomodou a defesa mandante foi Aloísio. Mas sem grande eficiência. Em uma de suas chegadas, carimbou a marcação e viu a sobra ficar com Paulo Henrique Ganso. Apagado no primeiro tempo, o meia poderia ter virado o jogo, contudo chutou por cima.

O castigo não tardou. Aos 20 minutos, Cristaldo se redimiu do pênalti cometido e colocou o Strongest de novo à frente. Com um forte chute de longe, ele contou ainda com ajuda de Ceni, que espalmou a bola para a rede. O São Paulo não se entregou, foi em busca do empate, só que não teve capacidade para vazar o bom Vaca mais uma vez. De quebra, Jadson ainda recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Atlético-MG, daqui a duas semanas.

(Com Gazeta Press)

Continua após a publicidade
Publicidade