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Depois do reconhecimento popular, Yane quer patrocínio

Estrela do pentatlo moderno espera ter sucessoras para a próxima Olimpíada

“Tenho esperança de que logo vai aparecer alguma coisa”, disse a atleta, que a partir desta quarta disputa, no Rio, a segunda etapa da Copa do Mundo

O rosto emoldurado por cabelos loiros e encaracolados e decorado por grandes olhos azuis já é reconhecido nas ruas. Yane Marques já não é uma anônima no Recife e no Rio, cidades em que divide seu tempo de treinamento para as competições de pentatlo moderno. A medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano passado, rendeu reconhecimento popular. “‘Ah, você é aquela atleta que faz aquele tanto de esportes, né?’ Agora, muitos sabem quem eu sou”, diverte-se a medalhista olímpica de 29 anos. Falta ainda, porém, o reconhecimento financeiro. O pódio olímpico de pouco adiantou na hora de buscar patrocínio.

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Yane continua vivendo da renda que tinha antes dos Jogos: o soldo militar (é terceiro-sargento do Exército, pelo qual representou o Brasil nos Jogos Mundiais Militares, em 2011), a renda mensal do Bolsa-Atleta, concedida pelo Ministério do Esporte, e mais verbas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que custeiam as viagens para competir e os treinos – pagamento de técnico e outros profissionais envolvidos no trabalho. “Com a medalha, esperava já ter conseguido o patrocínio. Mas tenho esperança de que logo vai aparecer alguma coisa”, disse a atleta, que a partir desta quarta-feira disputa, no Rio, a segunda etapa da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno. “Não digo que estou decepcionada porque gosto muito do que faço. Eu amo o esporte”, diz Yane, que costuma passar algumas horas por mês em visita a potenciais patrocinadores, mas pensa em conseguir um empresário para poder se focar apenas nos treinos.

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Mas nem tudo são espinhos. Além da satisfação por se tornar uma pessoa conhecida, Yane está contente porque seu esporte, que até agora engatinhou no país, está se tornando mais popular e com cada vez mais crianças interessadas em conhecê-lo. Mas, admite ela, ainda é pouco. “Precisamos dessa renovação. Material humano o Brasil tem. Sei de projetos de iniciação no Rio e no Recife. Alguma coisa já está sendo feita, mas não sei se é o suficiente”, diz.

(Com Estadão Conteúdo)