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Depois de vexame, Brasil precisa de convite para Mundial

O país é bicampeão do torneio e participou de todas as 17 edições até hoje

Por Da Redação 4 set 2013, 08h18

O desastre só não é maior graças ao regulamento esdrúxulo do Campeonato Mundial na Espanha, que terá quatro convidados

Há pouco mais de um ano, o basquete masculino brasileiro voltou a ser respeitado no exterior – ao fazer uma boa campanha na Olimpíada de Londres, a equipe restaurou parte do prestígio de um país que tem dois títulos mundiais na modalidade. Tudo isso, porém, se perdeu em apenas uma semana. No mesmo ano em que completa meio século da conquista do bicampeonato mundial, o basquete brasileiro chega ao fundo do poço, com uma eliminação vexatória na Copa América, na Venezuela. Na terça-feira, numa noite para se esquecer, o time comandado por Ruben Magnano conseguiu perder para a modesta Jamaica por 78 a 76. Pela primeira vez na história, encerrou uma Copa América sem vitórias.

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O desastre só não é maior graças ao regulamento esdrúxulo do Campeonato Mundial. Vão à Espanha 24 equipes, mas só dezoito delas sairão de torneios classificatórios como a Copa América. Os donos da casa e os EUA, atuais campeões, têm vaga garantida, e outros quatro times receberão convites da Fiba (Federação Internacional de Basquete). Presente a todas as edições do torneio, quarto maior campeão da história do Mundial e sede da próxima edição dos Jogos Olímpicos, o Brasil tem tudo para receber convite para estar na Espanha. Aí caberá à Confederação Brasileira de Basquete (CBB) dizer se o time é digno de estar no Mundial. Se recusar, será a primeira vez que em 17 edições que o Brasil não disputará a competição.

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Apesar das derrotas para Porto Rico, Canadá e Uruguai, o Brasil ainda tinha chances de se classificar para a segunda fase da Copa América. Bastava vencer a Jamaica. Diferente do Uruguai, que há duas décadas era saco de pancadas da seleção, os jamaicanos nem esse status tinham. A falta de tradição era tanta que os caribenhos nunca haviam chegado a competições onde pudessem enfrentar o Brasil. Mas o que parecia impossível aconteceu. Sem Rafael Hettsheimer, Arthur e Rafael Luz, o Brasil mais uma vez esteve irreconhecível. Marcelinho Huertas deu 12 assistências, mas anotou apenas seis pontos. O aproveitamento dos arremessos dos principais chutadores do time foi pífio: Larry Taylor (30%), Huertas (25%) e Benite (33%) decepcionaram. Foi assim também na última bola do jogo, que caiu na mão de Benite. O arremesso foi no aro, confirmando o fiasco histórico.

(Com Estadão Conteúdo)

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