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‘Democracia era faz de conta’, diz Sanchez, em programa de humor

Por Da Redação 20 ago 2011, 16h41

Às vésperas de uma homenagem do clube à Democracia Corintiana, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, chamou aquele movimento de fantasioso. A declaração foi dada durante participação no programa ‘Agora é Tarde’, humorístico da TV Bandeirantes.

Sanchez abordou o tema quando dizia que a maior herança de sua gestão será a mudança de estatuto. ‘Ninguém mais é dono do Corinthians. A cada três anos, tem um novo presidente’, disse o mandatário, ao ser interrompido pelo apresentador e comediante Danilo Gentili, que lembrou o famoso período democrático, dos anos 1980. ‘A Democracia Corintiana era um pouco faz de conta. Saio no final do ano e espero nunca mais voltar’.

Na manhã este sábado, alguns ex-atletas que lideravam a Democracia estarão no Parque São Jorge para marcar os pés na Calçada da Fama do Memorial do clube. Estarão presentes ainda, para um bate-papo com entrada gratuita, Adílson Monteiro Alves e Waldemar Pires, diretor de futebol e presidente na época, respectivamente, além do ex-técnico do time, Mario Travaglini.

Principal líder do movimento, Sócrates foi convidado pela diretoria e optou por não participar do evento. Em recente entrevista à GE.Net, o Doutor (como é conhecido por ter se formado médico), contestou a passagem de Andrés Sanchez no comando do Corinthians. ‘Não conheço detalhes administrativos da gestão dele, mas aparentemente ele jogou dinheiro fora. Em relação a tudo, mas principalmente com jogadores. Os títulos que conquistou não foram importantes’, criticou.

A Democracia Corintiana teve início em abril 1981, durante a ditadura militar no Brasil. Eleito presidente, Waldemar Pires nomeou como diretor de futebol o então jovem sociólogo Adílson Monteiro Alves, que era inexperiente como dirigente e resolveu dar voz a jogadores politizados, como Sócrates, Wladimir e Casagrande. Tudo no Corinthians, desde horários de trabalho a contratações, passou a ser decidido pelo voto – com participação do roupeiro ao presidente.

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